2.400 urnas eletrônicas apresentaram defeito e foram substituídas no País. No município gaúcho de Três Coroas, a votação teve de ser manual

As eleições terminaram com 2.400 urnas substituídas, o que representa 0,46% do total de equipamentos instalados País afora, e com 149 casos de prisões, mostraram dados divulgados neste domingo pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em apenas três seções nos municípios paulistas de Botucatu e Juquiá e na cidade gaúcha de Três Coroas foi necessário realizar votação manual. De acordo com o TSE, no pleito deste ano foram utilizadas quase 454,5 mil urnas.

Entre as ocorrências, o Tribunal informou que o total de prisões de não candidatos somou 144, sendo que Santa Catarina registrou o maior número de detenções, 36 pessoas foram presas.

Já as ocorrências envolvendo candidatos terminaram com cinco prisões, sendo que Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo registraram uma detenção cada, e outras duas pessoas foram presas no Rio de Janeiro.

O TSE relatou que, no total, foram registradas 388 ocorrências, considerando-se casos envolvendo candidatos e não candidatos e com ou sem prisão.

Normalidade

Em entrevista a jornalistas, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, afirmou que a votação ocorreu em todo o país em clima de normalidade. Rosa Weber fez menção especial aos visitantes de organismos internacionais que acompanham as eleições no Brasil e destacou que o país tem dimensões continentais, que impactam na logística eleitoral brasileira. A ministra enalteceu o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral em todos os municípios do território nacional e listou os números expressivos das eleições.

Respondendo às perguntas dos jornalistas, a presidente do TSE reafirmou o empenho do tribunal no combate às fake news. Rosa Weber lembrou que todos estão aprendendo a lidar com as notícias falsas e que a atuação da Corte Eleitoral para enfrentar o problema é verificável em diversas iniciativas tomadas pelo TSE desde as gestões dos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux.

“O TSE está entendendo esse problema que não é exclusividade do Brasil”, disse. “Nossos ministros auxiliares de propaganda estão desempenhando uma tarefa profícua no exame dos processos que chegam a esse tribunal. O Judiciário está se debruçando sob o tema para os devidos encaminhamentos e penalizações legais”, disse Rosa Weber.

Provocada a responder sobre supostos casos de fraude que estão circulando nas redes sociais, a ministra disse que todas as suspeitas que chegarem ao TSE serão analisadas com rigor, mas que é importante lembrar que nem tudo que os olhos veem e os ouvidos escutam corresponde à verdade.

Por fim, a presidente do TSE reafirmou a confiança nas urnas eletrônicas. “Nosso processo de votação eletrônico é confiável. Ele foi aperfeiçoado ao longo de 22 anos e hoje temos um sistema ágil, seguro e, o mais importante, auditável, o que nos garante a verificação de uma eventual fraude.”

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