25 de maio: Dia Nacional da Adoção

Nesta segunda-feira (25) de maio, o Jornal da Pampa exibiu uma matéria sobre adoção, já que a data é considerada o Dia Nacional da Adoção. Apesar do momento de pandemia do novo coronavírus, os processos continuam em andamento. No Brasil, aproximadamente cinco mil crianças estão na fila de espera, aguardando uma família para fazer parte.

O dia 25 de maio é a data para lembrar da importância do acolhimento de crianças e adolescentes por novas famílias. No Rio Grande do Sul mais de 250 menores estão aptos a adoção. Já em Porto Alegre, este número fica em 137. Por outro lado são 535 pessoas que desejam adotar, quase quatro vezes mais do que o número de crianças disponíveis. Nesse período de pandemia, seis crianças já iniciaram o estágio de convivência com uma família, na capital gaúcha.

“Se pensarmos o número de habilitados, que buscam a adoção das crianças, nós chegamos a mais de 40 mil pessoas que querem formar família, o grande problema é que a grande maioria quer adotar crianças de 0 a 3, no máximo de 0 a 5 anos de idade. E 85% das crianças e adolescentes aptas a adoção tem mais que cinco anos de idade”, explicou a Promotora da Justiça da Infância e Juventude, Cinara Braga.

Para facilitar esse processo, em 2018 foi criado um aplicativo de celular que mostra as crianças e adolescentes aptos a adoção.

“O nosso grande desafio é mostrar para o habilitado a adoção, que mesmo as crianças com mais de 5 anos, elas são encantadoras, elas estão aguardando por uma família e precisam ser conhecidas”, disse a promotora.

Apesar do cenário atual para a Fernanda e o Bruno, ela foi benéfica. Devido ao coronavírus, os documentos do processo de adoção do Maicon ganhou agilidade. O casal conheceu o menino quando ele tinha 1 ano e dez meses. No primeiro momento, a ideia era apadrinhar a criança, mas com o passar do tempo e a convivência, o laço afetivo ficou mais forte. Hoje, Maicon tem 4 anos e está com a sua nova família desde a última páscoa.

“Não existe estrutura, quando você vai ter um filho, uma gravidez que não está esperando, aquela famosa ligação que a mulher liga e fala, amor estou grávida, o cara não tem estrutura naquele momento, você precisa criar, conseguir a estrutura que você precisa para ter um filho em casa. O fato de ele ser adotado não muda nada, eu também não tinha estrutura para isso e o que a gente precisa para ele é só o amor, dar carinho, o afeto que é importante pra ele”, relatou o estudante e pai do Maicon, Bruno Trindade.

Quem deseja adotar uma criança ou adolescente deve se habilitar no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. O interessado deve realizar um pré cadastro preenchendo os dados, depois disso, deve encaminhar os documentos no Juizado da Infância e Juventude.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *