42 presos são mortos em cadeias de Manaus, no Amazonas; Governo federal enviará reforços

Por Jornal O Sul

O governo do Amazonas informou que foram encontrados, nesta segunda-feira (27), 42 detentos mortos. De acordo com a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), as mortes ocorreram no Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade), no CDPM 1) (Centro de Detenção Provisória Masculino, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na UPP (Unidade Prisional do Puraquequara), todos localizados em Manaus (AM). Os corpos apresentavam indícios de morte por asfixia. Ao todo, o número de mortos no sistema prisional chega a 57.

Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que enviará uma FTIP (Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária) para atuar no complexo penitenciário.

O governo do Amazonas chegou a informar inicialmente ao Estado que houve 46 mortes – em seguida, corrigiu para 42. E, na noite desta segunda, os números foram atualizados para 40 óbitos.

Segundo o comunicado da pasta, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) aguarda a formalização do pedido, mas já está tomando as providências para o deslocamento da equipe. O governo do Amazonas informou que já oficializou a solicitação de atuação de uma equipe de intervenção prisional para o Estado.

Mortes

Em nota divulgada no domingo (26), a Seap informou que as mortes ocorreram durante uma “briga entre presos” dos pavilhões 3 e 5, e que, após o acionamento do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a situação no Compaj estava sob controle. Nenhuma fuga foi registrada e nenhum agente penitenciário foi ferido durante o tumulto de ontem. A briga começou durante o horário de visitação.

Segundo governo do Estado, a Seap iniciou investigações para identificar os responsáveis pela ocorrência de domingo. As mesmas medidas serão tomadas em relação às mortes registradas nesta segunda-feira. Os resultados destas apurações serão encaminhados à Justiça. A secretaria também vai adotar medidas disciplinares nos presídios, a exemplo do que fez no Compaj.

O Ministério da Justiça informou que alguns presos serão transferidos para penitenciárias federais.

As mortes ocorrem um dia depois que 15 detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, foram assassinados. No Compaj, ataques com escovas de dentes e “mata-leão” causaram as mortes. A chacina ocorreu em horário de visita de familiares, o que segundo o secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, Marcus Vinícius de Almeida, foi o descumprimento de uma regra entre os criminosos. “Foi a primeira vez no Amazonas”.

Ainda no domingo, a Seap confirmou que todos os mortos foram identificados e seus corpos, liberados para as famílias. Em função do ocorrido ontem, a secretaria aplicou uma série de medidas administrativas em todas as unidades prisionais do Estado, entre elas, a suspensão das visitas.

Em janeiro de 2017, uma rebelião comandada pela facção Família do Norte levou a um massacre de 56 detentos no Compaj. Desde então, a Força Nacional de Segurança Pública atua no policiamento externo dos presídios.

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