A conta de luz da CEEE tem reajuste aprovado pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou na terça-feira (13), durante reunião pública, o reajuste tarifário da CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica). A empresa atende 1.716,054 unidades consumidoras localizadas no Estado do Rio Grande do Sul. O reajuste entrará em vigor a partir de 22/11/2018.

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço.

No caso da CEEE-D, dois itens impactaram o processo de reajuste, o primeiro foi o aumento dos custos de aquisição de energia motivado pela alta do dólar, que influencia o valor da energia de Itaipu, e pelo reajuste das tarifas da energia das usinas cotistas. Os encargos setoriais foram o segundo fator de maior relevância na definição do índice tarifário da distribuidora gaúcha, cerca de 3%.

Para os consumidores residenciais o índice será de 8,30%. O índice de acordo com a classe de consumo corresponde a 8,32% para baixa tensão, 5,24% para alta tensão e 7,35% de efeito médio para o consumidor.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Uso compartilhado dos postes

Equipes da CEEE realizam desde a última semana a última etapa da pré-fiscalização do uso compartilhado de sua infraestrutura, agrupando os cabos ainda não identificados para que sejam retirados na próxima fase do projeto-piloto. Durante dois meses, além do trabalho de mapeamento, agrupamento e tentativa de identificação do material pertencente às empresas de telecomunicações, também foi feito um relatório, apresentado na semana passada.

O objetivo, além de mostrar aos usuários que parte das necessidades de regularização não foi cumprida, é também estabelecer a data para o início da retirada do que estiver instalado à revelia da CEEE e reagrupamento daquilo que não estiver corretamente instalado.

Todas as 76 empresas que têm contrato de compartilhamento de infraestrutura em Porto Alegre foram notificadas no início de julho e tinham prazo até agosto para se regularizarem. Elas receberam carta com aviso de recebimento, foram acionadas por e-mail e, em alguns casos, houve ainda reforço por telefone.

No final de agosto, a CEEE reiterou que começaria em setembro o processo de fiscalização e, desde então, tem feito minuciosa análise de toda a rede da área prevista neste projeto-piloto, que é o trecho das avenidas Borges de Medeiros e Padre Cacique. O relatório indica que foram colocadas plaquinhas de identificação, mas os cabos excedentes não foram retirados.

O cabeamento será retirado até o final deste mês, conforme cronograma disponível desde agosto no site da Companhia.



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