A detecção da aids registrou uma redução progressiva nos últimos dez anos no Rio Grande do Sul

A taxa de detecção de aids no Rio Grande do Sul apresentou redução progressiva nos últimos dez anos, passando de 46,1 novos casos por 100 mil habitantes em 2007 para 29,4 em 2017, o que representa queda de 36,2%. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro).

Na data, a Secretaria da Saúde reforça o compromisso de enfrentar a epidemia, já que o RS apresenta uma taxa superior à do Brasil (18,3 casos/100 mil habitantes), sendo a terceira mais elevada do País (1º Roraima com 36,8 e 2º Amapá com 29,8 casos/100 mil habitantes). Em dezembro, será lançada a versão virtual do boletim epidemiológico estadual, que será disponibilizada nosite da Secretaria da Saúde.

Prevenção

Para fazer frente a este desafio, o Rio Grande do Sul vem investindo em ações de prevenção combinada, enquanto estratégia de combate e controle da epidemia. Entre as diferentes tecnologias de prevenção, destaca-se a PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV), que consiste no uso de antirretrovirais em até 72h após uma possível exposição ao vírus, com objetivo de evitar a infecção. Outra opção de prevenção, destinada a subgrupos populacionais específicos, é a PREP (Profilaxia Pré-Exposição), que consiste no uso continuado de antirretrovirais por pessoas soronegativas.

A Atenção Básica tem sido o espaço prioritário de oferta de testagem para HIV, Sífilis e Hepatites Virais, considerando o papel fundamental das unidades de saúde nas comunidades. Atualmente, 391 (98%) dos municípios gaúchos oferecem testagem para essas infecções na Atenção Básica.

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