A inflação para o consumidor aumentou em Porto Alegre e em mais quatro capitais pesquisadas na última semana de setembro

A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou em cinco das sete capitais pesquisadas, entre elas Porto Alegre, na última semana de setembro, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Na Capital gaúcha, o índice registrou variação de 0,45% na quarta semana do mês passado. O resultado foi 0,22 ponto percentual superior ao registrado na semana anterior (0,23%). Nesta edição, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação em Porto Alegre, entre as quais se destacam os grupos Educação, Leitura e Recreação e Transportes, cujas taxas passaram de -0,52% para 0,84% e de 0,19% para 0,73%, respectivamente.

A inflação para o consumidor também aumentou em Salvador (de 0,11% para 0,15%), Brasília (de 0,67% para 0,86%), Rio de Janeiro (de 0,18% para 0,37%) e São Paulo (de 0,49% para 0,62%). O IPC-S caiu em Belo Horizonte (de 0,25% para 0,20%) e Recife (de 0,27% para 0,26%), de acordo com a FGV.

Inflação oficial

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa de inflação para os anos de 2018 e de 2019. As expectativas constam no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (01) pelo BC (Banco Central).

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o mercado financeiro elevou a sua estimativa de 4,28% para 4,30% para este ano. Foi a terceira alta seguida do indicador.

Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Para 2019, os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa de inflação de 4,18% para 4,20%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Produto Interno Bruto

Para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, a previsão do mercado financeiro ficou estável em 1,35% na semana passada. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.

No fim do mês passado, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2018 na comparação com os três meses anteriores.



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