A inflação para o consumidor aumentou em Porto Alegre e em mais três capitais pesquisadas na terceira semana de outubro

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou em quatro das sete capitais pesquisadas, entre elas Porto Alegre, na terceira semana de outubro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (24) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Na Capital gaúcha, a inflação para o consumidor  registrou variação de 0,62% no período. O resultado foi 0,14 ponto percentual superior ao divulgado na segunda semana de outubro. Nesta edição, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos Educação, Leitura e Recreação e Alimentação, cujas taxas passaram de 0,97% para 1,67% e de 0,19% para 0,68%, respectivamente.

O IPC-S também subiu em Belo Horizonte (de 0,20% para 0,30%), Recife (de 0,34% para 0,44%) e São Paulo (de 0,65% para 0,67%). Já os decréscimos foram verificados em Salvador (de 0,77% para 0,57%), Brasília (de 0,92% para 0,88%) e Rio de Janeiro (de 0,28% para 0,26%).

Estimativas

Os analistas das instituições financeiras aumentaram a estimativa de inflação para este ano pela sexta semana consecutiva e também passaram a prever uma alta maior dos preços em 2019. As expectativas constam no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (22) pelo BC (Banco Central).

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o mercado financeiro elevou a previsão de 4,43% para 4,44% para este ano. Mesmo assim, a expectativa do mercado ainda segue pouco abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia). Para 2019, os economistas das instituições financeiras aumentaram a sua expectativa de inflação de 4,21% para 4,22%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu em 1,34%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia foi reduzida de 2,50% para 2,49%. Os economistas dos bancos não alteraram, porém, a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.

Taxa de juros

O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.



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