Bancos de sangue da capital gaúcha estão com estoques em situação crítica

O Hemocentro do Rio Grande do Sul, que abastece 42 hospitais, dentre eles o Pronto-Socorro, segue com os estoques em situação crítica. Para incentivar a doação, que diminuiu durante a pandemia, a Secretaria de Saúde do Estado junto com redes de shoppings iniciou uma campanha para ganhar mais doadores de sangue.

A queda nas doações já é comum no inverno, mas com a pandemia do novo coronavírus, a redução foi ainda maior. Mesmo com todos os protocolos de segurança, como distanciamento social, uso de máscara e higienização constante, o HEMORGS viu seus estoques de sangue reduzirem drasticamente. O volume de doações diminuiu entre 50 e 60% no período. A Campanha Uma Saída Rápida E Segura Pode Salvar Vidas pretende mudar este quadro com a captação de novos doadores de todos os tipos sanguíneos através do preenchimento facilitado de um cadastro no banco de dados.

“Vai pegar o seu celular, sinalizar para o QR code e daí você deve preencher os dados, e a gente posteriormente entra em contato ou anota o nosso WhatsApp e nós daremos o retorno para o interessado”, explicou a assistente social de captação do HEMORGS, Roberta Abbad.

Para agendar um horário, basta mandar uma mensagem no WhatsApp do HEMORGS. A partir daí, você receberá uma mensagem com todos os pré-requisitos para se tornar um doador. Caso você atenda todas as condições básicas para a doação de sangue é feito então um agendamento, no qual você poderá se deslocar até o HEMORGS, onde passará por uma triagem clínica e se estiver tudo certo, será realizada a doação.

Esse primeiro contato ajuda na seleção de doadores conscientes, como a Leidiane. Ela doou sangue a primeira vez há pouco mais de um ano, que é o tempo mínimo exigido para poder doar após fazer uma tatuagem. Antes de fazer uma nova tattoo, Leidiane decidiu repetir a experiência.

“Doar sangue é uma coisa que a gente tem que fazer com frequência estando aptos conforme são passadas as orientações e é muito importante porque você não está doando sangue, você está doando uma parte da sua vida para outra pessoa poder continuar vivendo”, disse Leidiane Machado Vieira.

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