Bebê recebe transplante de fígado do pai

Um bebê de cinco meses recebeu a doação de parte do fígado do pai em Porto Alegre. O pequeno Matheus é natural de Florianópolis e teve o diagnóstico de uma grave doença genética ainda nos primeiros dias de vida.

Matheus nasceu no dia 22 de agosto de 2020. Alguns dias após o seu nascimento, os pais notaram que sua pele estava amarelada. Após diversos exames, a família descobriu que o bebê tinha uma grave doença genética: deficiência de alfa 1 antitripsina, que atinge o fígado.

“A gente estava investigando, tentando entender o que acontecia e a médica disse que ele tinha essa deficiência. Quando ela falou isso, eu fiquei super feliz. Então encontramos, como a gente suplementa isso? E daí ela disse que isso a gente não suplementa, a gente só faz com transplante. O meu mundo desabou naquele momento”, relembra o pai do Matheus, Heron Baasch.

Então começou a busca para realizar o transplante. A doença progrediu rapidamente e Matheus foi encaminhado à Santa Casa de Porto Alegre. Após exames, descobriram que o pai era compatível e poderia realizar o transplante. “Quando nós sentamos com a médica e ela disse que eu poderia ser o doador, ali a gente já tinha conversado sobre a taxa de sucesso e daí vieram essas duas informações: taxa de sucesso de 90%, associado ao fato de eu poder ser o adoador. Isso criou uma luz enorme no fim do túnel”, disse Baasch.

O transplante foi em 4 de janeiro, durou 12 horas e ocorreu sem complicações. Mas seis dias após o procedimento, houve mais um susto: Matheus teve que passar por uma nova cirurgia por complicações e infecções.

“É um transplante, a gente diz que é trocar de doença. É um risco bastante alto, uma cirurgia que levou 12 horas e com a gravidade que ele chegou aqui, todos os órgãos acabam sendo afetados. Então sim é altíssimo risco”, explicou a médica Gastroenterologista Pediátrica, Melina Melere.

Matheus teve melhora no quadro clínico e recebeu alta no dia 30 de janeiro. A família já retornou para Florianópolis, onde o bebê se desenvolve e cresce cada dia mais sorridente. “O que eu gosto de dizer é que quando nós estamos abraçados por um corpo médico tudo que se faz lá dentro é para que a batalha seja vencida”, destacou o pai do Matheus.

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