Brasil tem 34 mortes e 1891 casos de coronavírus, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou na tarde desta segunda-feira (23) que o número de casos confirmados no Brasil chegou a 1.891 casos, e o número de óbitos a 34. No Rio Grande do Sul, o ministério registra 86 casos, porém, na atualização da SES (Secretaria Estadual da Saúde), o número já chega a 96 casos.

Os novos casos de coronavírus no Rio Grande do Sul informados pela SES são nas cidades de Porto Alegre, Santana do Livramento, Santa Maria, Sapiranga, Rio Grande, Bagé, Canoas (2), Capão da Canoa, Cruzeiro do Sul e Santiago.

O total de casos confirmados saiu de 1.546 para 1.891, um acréscimo proporcional de 22% e de 345 em números absolutos.

Brasil

Como epicentro da pandemia no Brasil, São Paulo lidera o número de pessoas infectadas, com 745 casos confirmados. Em seguida vêm Rio de Janeiro (233), Ceará (163), Distrito Federal (133), Minas Gerais (128) e Rio Grande do Sul (86 pelo ministério, 96 na contagem local).

Também possuem casos confirmados Santa Catarina (68), Bahia (63), Paraná (56), Pernambuco (42), Amazonas (32), Espírito Santo (29), Goiás (23), Mato Grosso do Sul (21), Rio Grande do Norte (13), Acre (11), Sergipe (10), Alagoas (sete), Piauí (seis), Pará e Tocantins (cinco), Rondônia (três), Maranhão, Paraíba, Roraima e Mato Grosso (dois) e Amapá (um).

No início da semana passada, o ranking era liderado pelos Estados do Sudeste e do Sul, além do Distrito Federal. O maior número de casos segue concentrado no Sudeste e no DF, mas a lista ganhou a presença do Ceará entre as primeiras colocações.

Medidas econômicas

Desde o fim da semana passada, o governo federal vem anunciando medidas econômicas diversas para a crise, como benefício a pessoas no cadastro único, liberação de compulsórios aos bancos, retirada de exigências para empregadores (como depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

No domingo foi editada Medida Provisória prevendo a interrupção do contrato de trabalho por quatro meses, retirando também a remuneração. A medida gerou reações negativas e o governo anunciou a revogação desse mecanismo. Nesta segunda, o presidente anunciou pacote de auxílio aos Estados.

Transmissão comunitária

No fim da semana passada, o governo federal enquadrou todos os Estados em situação de transmissão comunitária, quando não se sabe mais a origem da doença naquela localidade. Com isso, as recomendações adotadas para esses locais ficam valendo para todo o País, como o isolamento de pessoas com sintomas e familiares e restrição ao mínimo possível da circulação de idosos acima de 60 anos.

Vacinação

A campanha nacional de vacinação contra a gripe em Porto Alegre começou nesta segunda-feira para profissionais da saúde. Na quarta-feira (25), tem início a vacinação em idosos acima de 60 anos nas farmácias das redes Agafarma, Panvel e São João. A vacina não previne contra o coronavírus, mas ajuda a descartar a doença e protege os grupos mais sensíveis.

Para os outros públicos prioritários, a vacinação está disponível em determinados períodos em qualquer unidade de saúde. Pessoas que não estão nos grupos prioritários devem procurar clínicas particulares. Idosos e demais públicos da campanha com sintomas gripais devem ser vacinados após a melhora do quadro clínico.

Outras duas fases estão previstas, com início em 16 de abril e 9 de maio, respectivamente, com grupos prioritários diferentes. O término ocorrerá em 22 de maio, para todos os grupos. Em 2020, haverá ampliação dos grupos a serem imunizados, com a inclusão de adultos de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência.

A segunda fase começa em 16 de abril e é dirigida a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (comorbidades), professores de escolas públicas e privadas e profissionais das forças de segurança e salvamento. Em 9 de maio, os demais grupos de risco começam a ser imunizados: crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos cumprindo medida socioeducativa, apenados, funcionários do sistema prisional, pessoas com deficiência e adultos entre 55 e 59 anos.

A vacina para 2020 é composta pelas cepas Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B linhagem B/Victoria. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar em Porto Alegre pelo menos 90% das 694.508 pessoas que compõem os grupos prioritários. Em 2018, foram vacinadas 561.049 pessoas dos grupos prioritários, profissionais das forças de segurança e público em geral em Porto Alegre. Em 2019, o número alcançou 866.620 imunizados contra a gripe.

A imunização precisa ser feita todos os anos, porque as cepas da vacina variam anualmente, de acordo com a circulação de vírus no hemisfério norte na temporada de inverno do ano anterior.

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