Caso Rafael: mãe será ouvida novamente e polícia fará buscas e análises em celular

O Jornal da Pampa continua noticiando sobre o caso Rafael. O crime na cidade de Planalto chocou todo o estado. A mãe, Alexandra Dougokenski, deve ser ouvida pela terceira vez. Ela confessou ter matado o menino de 11 anos. A equipe TV Pampa conversou com o advogado de defesa.

Presa nesta semana, Alexandra foi transferida para a casa prisional de Guaíba. Ela deve prestar um novo depoimento na próxima quarta-feira, 03 de junho. Será uma nova oportunidade da mãe de Rafael sustentar a versão de que teria cometido um homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segunda Alexandra, ela deu dois comprimidos de diazepam para acalmar o filho que estava agitado. Após constatar a morte, ela mesma escondeu o corpo. O advogado de defesa diz que nesse terceiro depoimento, a acusada vai apresentar mais indícios da versão.

“Trazer a dinâmica dos fatos que nunca foi esclarecida para a polícia. Vai constar, por exemplo também, que ela tem um irmão esquizofrênico que tomava essa medicação, isso também ninguém sabia, não está no inquérito e deve estar no inquérito, porque tudo isso vai fortalecer a tese defensiva, ou seja, homicídio culposo”, explicou o advogado de defesa, Jean Severo.

A defesa quer uma reconstituição do caso. Além de mostrar como colocou o corpo de Rafael numa caixa de papelão, Alexandra precisa se defender da suspeita de estrangulamento, apontada por uma perícia do IGP, que contraria a versão apresentada por ela.

“Esse estrangulamento, esse machucado que ele tem na parte acima do tórax perto do pescoço, se deve ao momento que ela puxa o corpo, já o menino que pesava 40 kg e ela pesava 56 kg, ela teve que fazer uma certa força para tirá-lo de dentro do imóvel, é um segundo momento, é o momento de ocultação de cadáver, onde ela tinha certeza que o menino estava morto”, relatou o advogado de defesa.

O advogado Jean Severo criticou quem relaciona o caso Rafael com o do menino Bernardo Boldrini, morto em 2014. No caso de seis anos atrás, Jean defendeu Edelvânia, amiga da madrasta do garoto assassinado.

“Eles estão querendo fazer um paralelo com o caso Bernardo, isso não existe, caso Bernardo tinha motivação, esse caso não tem motivação, nós estamos falando de uma relação amorosa. Criou-se algo gigantesco que não existe, o que houve é um homicídio culposo, ela deve pagar por isso e deve pagar pela ocultação de cadáver”, disse Severo.

Além do próximo depoimento de Alexandra, a polícia fará buscas em Planalto. Entre eles, as casas onde Rafael foi encontrado morto e onde ele vivia. O celular do menino também está sendo analisado pela perícia, que tenta descobrir se algum conteúdo foi apagado.

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