Comércio não essencial pode atuar com restrições sob bandeira vermelha

No mapa do distanciamento controlado que entrou em vigor nesta terça-feira (14), dez regiões do Rio Grande do Sul estão sob bandeira vermelha. Uma mudança no protocolo dessa classificação foi anunciada pelo Governo do Estado. E agora está permitido o funcionamento do comércio não essencial para entrega de mercadorias.

Com a mudança anunciada pelo Governo, agora o comércio varejista vai poder atender nos formatos de tele-entrega, pegue-e-leve ou drive-thru. O e-commerce, sistema de vendas pela internet, já estava liberado. Mesmo assim, apenas 25% do efetivo está autorizado a trabalhar. Segundo o governador Eduardo Leite, o plano é reforçar o distanciamento social, tentando evitar transtornos para a economia.

“A gente busca reduzir os transtornos do ponto de vista econômico, mas não podemos deixar de impor aqui restrições que ajudam na redução da circulação das pessoas e reduzindo a circulação de pessoas, circula menos o vírus”, disse o governador do Rio Grande do Sul.

A medida atende pedidos de entidades do varejo e líderes empresariais, a fim de evitar a total paralisação das atividades de milhares de empresas gaúchas durante a pandemia. A Fecomércio-RS havia enviado ao governo o pedido de liberação das modalidades de drive-thru, pegue-e-leve e tele-entrega para o comércio varejista no mês passado, e agora comemora a decisão.

“A gente começa a flexibilizar a abertura do comércio, claro sem nunca esquecer que a gente deve manter todos os protocolos de segurança com a saúde. A gente pode esperar que diminua essa preocupação que temos com os 123 mil trabalhadores já dispensados de maio a junho, tem 450 mil contratos pendentes que foram suspensos ou reduzidos na sua jornada de trabalho, então isso é uma preocupação muito grande com esse setor”, revelou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

O presidente da Federação afirma que está havendo diálogo com o governador Eduardo Leite e entende que a decisão é a mais apropriada para o momento, devido à quantidade de casos confirmados da Covid-19 e de leitos de UTI ocupados. No enquanto, ele entende que nas próximas semanas serão necessárias medidas menos restritivas.

“Não é agora que a gente está chegando no limite que a gente vai forçar a abertura, mas não pode ficar muito mais, está semana e a outra, e depois temos que flexibilizar mais”, finalizou Bohn.

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