Comissão do impeachment na câmara inicia análise da defesa de Marchezan

Na terça-feira (25) a comissão do impeachment na Câmara de Vereadores iniciou a análise da defesa entregue pelo prefeito Nelson Marchezan. O processo aberto contra o chefe do executivo da capital questiona o uso de R$ 3 milhões do fundo municipal de saúde para publicidade pró-governo.

Ao final da tarde da segunda-feira (24), Marchezan entregou o documento de 41 páginas em que se defende do processo de impeachment. O prefeito sustenta que não cometeu nenhuma ilegalidade e associa o caso como de caráter político. Ontem (25) foi o primeiro dia de análise da peça de defesa pelos três vereadores que compõem a comissão na câmara. Eles têm mais quatro dias para decidir pelo arquivamento ou prosseguimento do processo. O prazo se encerra no final de semana e a decisão é esperada para a segunda-feira. Em uma coletiva de imprensa após apresentar a defesa, Marchezan relembrou a proximidade das eleições municipais.

“Eu imagino que a tentativa de alguns vereadores, espero que não, destes que estão na comissão e não na maioria é que a eleição se resolva agora, através do impeachment, em desrespeito total aos porto-alegrenses e aos eleitores. Nós temos a expectativa de que os vereadores terão bom senso, bom caráter e que encerre de imediato isso”, comentou o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior.

Marchezan elencou 29 testemunhas de defesa para serem ouvidas. Na lista, estão muitos nomes com representatividade nacional como o ministro Interino da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Para opositores, ouvir pessoas de fora do estado seria uma forma de atrasar o processo. O prefeito nega, mas sabe que será difícil para a Câmara ouvir todas testemunhas no prazo de 45 dias, o que empurraria o impeachment para depois da eleição.

Marchezan também descartou renunciar ao cargo. O recurso poderia evitar uma pena de inelegibilidade, caso sofra o impeachment.

“É evidente que o desejo de quem apresentou esse impeachment é desgastar a minha imagem, talvez, se esse impeachment continuar alguns possam sair menores do que entraram nele, não eu, disto eu tenho certeza, eu não sairia menor”, disse Marchezan.

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