Coronavírus: a variante encontrada no estado é a mesma encontrada no Rio de Janeiro

Pesquisa encontra nova variante da Covid-19 no Rio Grande do Sul. Os estudos, realizados por cientistas da Universidade Feevale em parceria com o Laboratório Nacional de Ciência da Computação, ainda investigam se a mutação tem índice maior de transmissibilidade e letalidade.

A mesma mutação da Covid-19 identificada no Rio de Janeiro no final de dezembro foi descoberta aqui no Rio Grande do Sul. Os estudos ainda analisam se as variantes encontradas possam transmitir o vírus mais rápido ou se tem maior taxa de letalidade.

“O que tem de relevante que ainda precisa ser investigado na linhagem gaúcha mas que já está começando a ser algo importante para a linhagem carioca que entra no Rio Grande do Sul é que ela tem uma mutação e484k. E que em outros trabalhos fora do Brasil, principalmente com a linhagem sul-africana, que também tem essa mutação tem demonstrado que talvez os anticorpos formados para outras linhagens anteriormente não defendam dos vírus que tem essa mutação”, explicou o coordenador do Laboratório de Microbiologia Molecular, Fernando Spilki.

As análises também encontraram uma possível nova variante do Sars-cov-2 no território gaúcho. “À medida do tempo que o vírus tenha espaço para evoluir que o sistema de restrição de aglomeração, por exemplo, não esteja tão afinado, funcionando adequadamente, e que a gente não tenha vacina, o vírus pode encontrar muitos hospedeiros, infectar muitas pessoas, exatamente o que está acontecendo agora na segunda onda. E com isso você tem a possibilidade de gerar uma grande diversidade”, comentou Spilki.

Essa diversidade maior de linhagens da Covid-19 pode representar um aumento nos casos de reinfecção da doença.
“Como eu tenho diferenças maiores, mais linhagens circulando, infelizmente há uma tendência que nos comecemos a encontrar reinfecções em números mais alto. Justamente, porque as pessoas montam uma memória imunológica contra uma determinada conformação, por exemplo, da Proteína Spike e de repente ela começa a mudar e não consegue reagir tão bem e precisa montar uma nova memória, reagir novamente ao vírus”, disse o  coordenador do Laboratório de Microbiologia Molecular.

Os estudos foram conduzidos na região do Vale dos Sinos, no Vale do Paranhana, na Encosta da Serra e na Serra Gaúcha. Os experimentos que comprovam se a vacina terá eficácia também para as novas linhagens do vírus terão resultado nas próximas semanas.

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