Covid-19: novo decreto traz mais restrições para Porto Alegre

Devido ao aumento de casos e de leitos ocupados em Porto Alegre, a prefeitura publicou nesta segunda-feira (15) o novo decreto que traz mais restrições a alguns setores. Ontem (15), 79 pacientes estavam em UTIs na capital. Um salto de 75% em relação ao início de junho, quando eram 45. As medidas valem a partir desta terça (16).

O novo decreto permite a abertura de empresas com faturamento anual de até R$ 4 milhões e 800 mil. Inclusive aquelas localizadas dentro de centros comerciais. Com isso, 20 mil empreendimentos poderão manter as atividades. As lojas de rua estão autorizados a seguir com as atividades a partir das 9 horas da manhã. O horário foi determinado para evitar a superlotação do transporte público. Shoppings e centros comerciais também podem a manter as atividades, com funcionamento até as 20 horas.

“Se os shoppings entenderem que mesmo com essas restrições nos restaurantes, nos bares, nos estabelecimentos de alimentação e mesmo com as restrições nas grandes empresas de comércio interno, eles decidirem que vão continuar mantendo os protocolos funcionando, eles neste momento tem esse poder de decisão”, explicou o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior.

Indústria, construção civil e as academias seguem com funcionamento autorizado, seguindo as recomendações anteriormente estipuladas. O prefeito Marchezan esclarece que nos próximos dias mais um decreto pode ser publicado caso haja nova necessidade de recuo nas regras de flexibilização.

“Algumas pessoas questionam a transparência do método, ele é o mais transparente possível e talvez é isso que cause estranheza, ele é ocupação de leitos por UTI e o seu crescimento, porque é este o grande diferencial. E importante esclarecer que os cuidados pessoais e individuais são muito importantes”, esclareceu Marchezan.

Na tarde de ontem (15) um grupo ligado a donos de quadras esportivas e academias protestou contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior. Cerca de 50 pessoas se reuniram com faixas pedindo a reabertura dos espaços e a volta do futebol amador. Após iniciar no Paço Municipal, o protesto pacífico terminou no Palácio Piratini.

“A gente aqui quer trabalhar, por que a nossa quadra aqui que é privada a gente não pode ter futebol? E Marinha, Redenção, parque públicos estão rolando futebol e a polícia não vai lá? A gente quer saber isso aí, qual é a resposta do prefeito, não existe lógica”, disse o organizador do protesto, Bruno Carrão.

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