Covid-19: novo esquema de advogados e presos com atestados falsos

Nós já noticiamos no Jornal da Pampa uma operação da Polícia Civil que descobriu um esquema entre advogados e detentos. Usando atestados falsos, os presos eram soltos alegando estar no grupo de risco da covid-19.

Na manhã desta quinta-feira (07), uma nova fase da operação foi realizada. Os mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva foram cumpridos ontem.

A polícia foi até o escritório e à casa de um advogado de Porto Alegre que tem envolvimento com o esquema e está foragido da polícia. Ele participou da falsificação do atestado médico de um detento, alegando que ele tinha diabetes, quando, na verdade, não portava nenhuma doença que se enquadrasse no grupo de risco da covid-19. O preso, com antecedentes de homicídio e tráfico de drogas, chegou a ser solto e ficou cerca de um mês e meio em prisão domiciliar. Mas já retornou ao sistema penitenciário.

“Havia muitos indícios de falsidade de atestados médicos apresentados por advogados com intuito de liberar presos sob o argumento da questão da covid-19”, disse o delegado, Marcus Vinicius Viafore.

Na primeira fase da operação, no início de abril, foram disponibilizados áudios, entre os advogados e os presos, que confirmavam a fraude.

Mensagem do preso

“Tem um médico que vai carimbar. Que se a assistente social, questão de justiça, ligar pra querer saber se é quente mesmo, vai botar a cara, vai botar a cara, vai botar o pé. E vai falar: não, é verdade. Eu assinei, eu carimbei”.

Os dois profissionais da advocacia envolvidos na primeira fase, foram julgados nesta tarde de quinta (07) pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB RS.

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