Crimes sexuais contra jovens tem queda de 26% no Rio Grande do Sul

A Secretaria de Segurança Pública indicou que no período de janeiro a julho deste ano, houve queda de 26% no número de estupros envolvendo jovens no Rio Grande do Sul. Autoridades confirmam que a diminuição pode ter relação com a pandemia, já que muitas vezes, às vítimas não fazem as ocorrências, por morarem com os agressores.

Segundo a pesquisa, os crimes sexuais contra crianças e adolescentes de zero a 17 anos tiveram queda de 452 casos. Enquanto em 2019 foram mil 735 registros, este ano são mil 283 no mesmo período.

“No momento que as escolas abrirem, talvez a gente comece a ter um maior número de notificações. Por um lado, a gente quer acreditar que esses números realmente correspondam a realidade, mas tem todo um trabalho científico por trás, mostrando que talvez não seja isso, seja uma subnotificação”, relatou a coordenadora do CRAI-POA, Angelita Rios.

Outro número que deixou em alerta os órgãos de segurança pública, foram os casos de agressões físicas envolvendo crianças e adolescentes. Durante os sete primeiros meses deste ano, houve queda de 34% em comparação com 2019. A polícia relata que na grande maioria, o perigo está dentro de casa.

“Como eles não estão frequentando e até mesmo o deslocamento na cidade está um pouco mais dificultado em razão do distanciamento, as notificações têm diminuído, mas há uma diferença entre o número de notificações e os fatos que realmente acontecem”, explicou o delegado Thiago Albeche.

A legislação estabelece um sistema de direitos para as crianças e adolescentes no Brasil. A regra prevê que os órgãos responsáveis desenvolvam políticas para garantir os direitos humanos desta população. Quem comete crime de abuso sexual infantil está sujeito a prisão, a pena pode variar de 6 a 10 anos.

Para denunciar qualquer caso de violência sexual infantil, é necessário procurar o Conselho Tutelar, Delegacias Especializadas, Autoridades Policiais ou Ligar para o Disque 100. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul dispõe também o número 0800 642.6400.

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