Denúncia: pacientes com Covid-19 estariam tendo morte assistida

Uma denúncia feita por um vereador de Porto Alegre indica que pacientes internados com Covid-19 estariam tendo morte assistida, quando não é feito mais nenhum procedimento para tentar evitar o óbito. A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul nega o fato.

A acusação revela que pacientes internados há mais de 21 dias em UTIs do estado estariam morrendo por ortotanásia, que ocorre quando o falecimento se dá de forma natural, sem a interferência da ciência. O vereador Leonel Radde sustentou a denúncia através de relatos de um médico e de uma enfermeira.

“Eles trouxeram essas informações in loco. As denúncias tem chegado em número realmente grande com demonstrações de imagens, até de medicamentos, que deveriam ser trocados em determinado período e não foram. Depois do 21º dia, se a situação permanece grave, a tendência é que ela vá se tornar irreversível, então como tem essa demanda de necessidade de ocupação de leitos, eles fazem esse acompanhamento”, disse o vereador de Porto Alegre, Leonel Radde.

As denúncias ainda indicam a suspeita de que pacientes internados há mais de sete dias em Postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimentos estariam sendo realocados para o final das filas de UTI. A TV Pampa entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, que negou todas as acusações.

“São coisas tão absurdas que não merecem nenhuma resposta técnica. Sobre isso, eu não vi mais ninguém levantar esse tipo de denúncia, e acho que felizmente, essa denúncia ficou mais como um episódio bizarro no meio dessa pandemia”, destacou o diretor do departamento de regulação estadual da Secretaria Estadual da Saúde, Eduardo Elsade.

O diretor frisou que o estado tem tradição em serviços de saúde e não acredita na veracidade dos relatos.”Alguém imagina que, uma equipe médica séria, obedece esse tipo de ordem?”, relatou Elsade.

Já Radde afirmou que não está culpando a classe médica, e sim a política. “Isso tu não vai ver em nenhum tipo de protocolo, isso não vai ser declarado, mas honestamente chega a ser racional. Eu não estou nem culpando a classe médica, eu estou culpando o sistema político que nos trouxe até essa situação que a gente tem que fazer este tipo de escolha, esse tipo de prática para tentar salvar mais vidas na marra”, afirmou o vereador de Porto Alegre.

Em relação às filas de espera por leitos de UTI, a Secretaria de Saúde reforça que ela não é cronológica e que tem prioridades técnicas.

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