Dia dos Pais: as mudanças nas maneiras de consumo em tempos de pandemia

A prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta última quinta-feira (06) a abertura excepcional do comércio entre esta sexta-feira (07) e o domingo (09) de Dia dos Pais. A permissão busca atender uma reivindicação da categoria para aquecer o setor com as vendas da data comemorativa, mas, ainda assim, a ocasião deve ter alterações nos padrões de consumo.

Por conta da pandemia do novo coronavírus e consequentemente o fechamento do comércio na capital gaúcha, mesmo com a abertura do setor por três dias, a arrecadação e formas de consumo serão atípicas neste Dia dos Pais. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisas do Sindilojas de Porto Alegre, a previsão é de que sejam injetados R$ 128 milhões no comércio, o que representa uma queda de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Em consequência de todos esses fatos de um cenário econômico altamente de risco, as pessoas também tomam outras medidas, elas tiram o pé do acelerador e procuram frear o seu consumo. Então, o reflexo vai ser imediato agora no dia dos pais que é uma data extremamente importante no varejo e que tem proporcionado tantas alegrias e funcionamento do ciclo virtuoso da economia”, comentou o presidente da FCDL-RS, Vitor Koch.

Com este novo cenário, os lojistas precisaram se adaptar a nova realidade do mercado. Um dos destaques vai para o papel que as compras virtuais terão neste ano. Quase 43% das pessoas que responderam a pesquisa declararam ter intenção de comprar pela internet.

“A cada dia que passa é tudo novo, são tudo estratégias novas, momentos novos e a gente tem que entender que cada instante precisa de uma decisão. Nós como uma empresa pequena temos condições de tomarmos decisões com rapidez e com segurança”, disse o lojista Tonynho Ostyn.

“O e-commerce, a venda virtual através da internet, ela vem tomando espaço e vem numa crescente. Agora, ainda mais pelo fato das lojas estarem fechadas, mas ela não vai dominar. A experiência de compra e de ir ver o produto, experimentar e conversar com o vendedor ainda tem um espaço garantido”, esclareceu o presidente da FCDL-RS.

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