Divulgado segundo caso de possível cura da Aids

Por Andréa Spalding

Cientistas comunicaram nesta terça, 5, pela segunda vez no mundo, que um homem conhecido como “o paciente de Londres”, portador de HIV-1, causador do vírus da Aids, teria se curado da doença. Após ter sido submetido a um transplante de medula óssea e tratamento, ele não registra sinais do vírus há pouco mais de um ano e meio. O primeiro caso de remissão da enfermidade foi verificado num ‘paciente de Berlim’, e hoje, com o segundo anúncio, considerado não mais uma anomalia.
Os dois pacientes passaram por procedimentos idênticos, um transplante de medula óssea para tratamento de cânceres no sangue, recebendo células-tronco de doadores com uma mutação genética incomum que impede o entrincheiramento do HIV. De acordo com a diretora do Instituto Doherty Peter, Sharon R Lewin, a divulgação do segundo caso aumenta a ideia de que a cura da Aids é possível. Porém, ainda segundo ela, um transplante de medula óssea como uma cura não é viável. “Mas, se pode tentar determinar qual parte do transplante fez a diferença e permitiu que esse homem parasse de tomar seus medicamentos antivirais.”

No planeta, cerca de 37 milhões de pessoas vivem com o HIV, mas somente 59% recebem antirretroviral (ARV), tratamento que não destrói o vírus em quem o contraiu. Anualmente, quase um milhão de pessoas morrem por causas relacionadas ao HIV. Também cresce a preocupação com uma nova forma de vírus resistente aos medicamentos.

Foto: O Sul



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