Durante a pandemia, infartos têm redução de 70% no país

Nesta quarta-feira (06) falamos de um assunto muito sério no Jornal da Pampa. Você sabia que 140 mil pessoas morrem de infarto no Brasil todos os anos? Pois é, mas no cenário atual, muitas pessoas têm ignorado os sintomas e deixado de procurar atendimento.

O infarto não respeita a quarentena. Este é o tema da campanha lançada pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia. O intuito é alertar as pessoas da gravidade e, mais do que isso, fazer com que elas identifiquem os sinais e busquem atendimento médico, mesmo em tempos de covid-19. O infarto vitimiza uma pessoa a cada 30 minutos em países ocidentais e, no Brasil, não é diferente. Mesmo assim, recentemente houve uma redução de 70% nos atendimentos em todo o país.

“Primeiro, o receio da população mais vulnerável de sair de casa para procurar atendimento médico, ou seja, acabam os sintomas que antes eram muito valorizados, como dor no peito, as pessoas acabam não indo para a emergência com receio de sair na rua e acabar se infectando pelo vírus”, explicou o médico cardiologista, Rogério Sarmento Leite.

O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é comprometido. E daí em diante, a oxigenação do cérebro fica cada vez mais difícil. Por isso, é tão importante que o atendimento seja feito o mais rápido possível. Sintomas como dor no peito, suor excessivo, falta de ar e palpitações são sinal de alerta. As emergências hospitalares estão preparadas para receber pacientes de covid-19 em locais diferentes do atendimento geral. Lembre-se: é importante se proteger contra o contágio do coronavírus, mas sem descuidar do coração.

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