Estiagem: recomposição do sistema hídrico no estado gaúcho ainda segue afetada

E pelo menos uma boa notícia a chuva trouxe: as perdas relacionadas a estiagem foram amenizadas. A seca marcou o verão no Rio Grande do Sul, causando prejuízos históricos aos produtores.

As culturas de inverno necessitam de menos chuva. Por isso, a estiagem não é mais um problema para os produtores. O milho e a soja foram as culturas mais afetadas no verão. Agora, o que ainda sofre as consequências das secas do verão é o sistema hídrico, que segue afetado.

“Em termos de culturas, a estiagem ela já não existe e os outros sistemas, são sistemas mais complexos, exigem mais estratégia para você poder responder essa questão, mas para as culturas nós já estamos no excesso”, esclareceu o diretor da Emater, Alencar Rugeri.

Em janeiro, nós conferimos como estava o cenário da plantação do agrônomo Jorge Vogg, em Pantano Grande. Os meses passaram e o prejuízo só aumentou. Cerca de 50% da safra de verão foi perdida. A situação desses produtores ainda é de recuperação, com seguros e negociações.

“E a gente vai tentando para o futuro ir colhendo bem para sobrar e pagar essas dívidas que ficaram da safra de verão”, revelou o agrônomo Jorge Vogg.

Mais de 400 municípios do estado haviam decretado emergência devido a estiagem. Para o próximo verão fica a expectativa dos produtores que as culturas não estejam tão vulneráveis e que nenhum fenômeno climático atrapalhe as plantações.

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