Estudantes de escolas públicas enfrentam dificuldades com aulas EAD

A situação dos alunos em todo o estado é preocupante. Mesmo com as plataformas dos colégios particulares, os alunos sentem falta dos professores. E, quando falamos de escolas públicas, o cenário é ainda mais triste. Muitos alunos não têm acesso a equipamentos e nem a internet.

A desigualdade na educação pública não é novidade. Com a chegada da pandemia e o distanciamento social, o acesso aos estudos ficou ainda mais distante. Maria Eduarda é estudante do terceiro ano do ensino médio, em uma Escola Estadual no Litoral Norte e conta a situação de muitos colegas.

“Muita gente não tem acesso a internet e muito menos computadores, teria que acessar tudo pelo telefone, e a gente sabe que é complicado pelo telefone. Alguns moram em zonas rurais aqui que não tem internet e se tem é uma vez ou outra, se chove não tem, então, eles não conseguem acessar a videoconferência que a gente faz com os professores e não conseguem imprimir o material que é enviado”, explicou a estudante Maria Eduarda Nunes.

Durante esse período, não houve uma determinação do governo sobre a forma com que as aulas deveriam ser feitas. Alguns professores realizam videochamadas, outros enviam o material pelas redes sociais ou por aplicativo de mensagens. Primeiro as atividades são passadas. Depois, o gabarito com as respostas. No entanto, é inviável que haja avaliação nestas circunstâncias.

“A orientação que a gente passou para os alunos é para que não entreguem atividades realizadas nesse momento, até porque alguns vão ter dificuldades em fazer essa entrega física, então, a gente orientou para que eles aguardassem para quando houvesse o retorno das aulas, essas atividades seriam avaliadas sim, mas não neste momento”, disse o professor Ronei Webler.

De acordo com dados do governo do estado, mais de 812 mil alunos estão matriculados apenas na rede estadual de ensino. Por enquanto, a realidade é esta.

“Eu não me sinto preparada para concorrer com uma pessoa que estudou a vida toda em uma escola particular, apesar de eu ter a cota da escola pública, mesmo assim a gente sabe que é complicado, o aluno da escola particular vai estar muito mais preparado para isso, eles tem uma ótima plataforma EAD, é uma coisa que eles estão acostumados a fazer e a gente não, então não tem como ocorrer isto agora, e acho que é isso que as pessoas tem que entender”, disse Maria Eduarda.

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