Fake News: Justiça Eleitoral intensifica combate à desinformação

Faltando menos de um mês para as eleições municipais, a Justiça Eleitoral está alertando para os casos de notícias falsas nas redes sociais. É importante ficar atento porque uma informação errada propositalmente pode influenciar e muito os votos no pleito de novembro.

Quem nunca se deparou com alguma informação estranha circulando na internet? As fake news marcam forte presença nas redes sociais. Desde o início da pandemia, foram muitas informações checadas e desmentidas por agências de notícias. Agora, durante as eleições, a desinformação surge para prejudicar algum candidato ou grupo político e também para desestimular o voto. Para combater essa pandemia de notícias falsas que se espalham muito rapidamente, o TSE lançou um número no WhatsApp que conversa e tira dúvidas dos eleitores. A ferramenta é um robô que fornece desde informações básicas até análise de fatos ou boatos.

“Entre em contato com a comissão de enfrentamento a desinformação do TRE-RS para esclarecer a respeito de dúvidas que ele tenha a notícias veiculadas nas redes sociais ou em aplicativos de mensagens”, comentou o desembargador do TSE-RS, Jorge Dall’Agnol.

O fato ou boato é uma plataforma do TSE que verifica notícias com auxílio de agências especializadas em checagem de fatos. A ferramenta foi lançada para combater a desinformação que se espalha com agilidade pelo modo como os usuários das redes sociais se relacionam no ambiente virtual.

“As pessoas tendem a consumir as informações com as quais elas concordam ou então, se elas recebem algo favorável de um candidato em detergimento de outro, a tendência é que elas acreditem nisso. E aí tem um outro problema que eu acho que é super recorrente que é de quem as pessoas recebem, porque a gente tem laços fracos e fortes. Então, se eu recebo de algum familiar meu, a tendência é que eu acredite naquilo, pois eu confio naquela pessoa né”, explicou a especialista em Jornalismo de Dados, Marília Gehrke.

Hoje o WhatsApp é principal alvo das fake news. Um áudio, um texto falso, uma foto fora de contexto ou vídeo distorcido são as peças mais comuns que espalham a desinformação. Para não cair e nem espalhar notícias falsas é possível se prevenir sendo cauteloso e checando sempre nos veículos tradicionais se a informação procede.

“As pessoas dizem, eu recebi pelo WhastApp, pelo Facebook ou qualquer outra rede. E aí a plataforma é o que vira fonte e na verdade não, tem um passo anterior, tem alguém que produziu esse conteúdo, muitas vezes falsos. É para isso que a pessoa tem que atentar também se é um conteúdo que circula em um veículo de comunicação, tentar perceber qual a credibilidade que tem esse veículo”, destacou Marília.

Quem cria ou espalha fake news tem a intenção de ferir o processo democrático e atenta contra a Justiça Eleitoral. E é preciso tomar cuidado e ficar de olho até nos candidatos. Todos estão sujeitos a responder por envolvimento com notícias falsas.

“Tanto o eleitor como o candidato que for responsável pela propagação de notícias fraudulentas, ele poderá ser responsabilizado criminalmente. Nós temos já previstos no código eleitoral, o crime de injúria, calúnia e difamação. Tem também hoje uma figura que foi criada por lei em 2019 que é da denunciação caluniosa eleitoral”, disse Dall’Agnol.

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