Falha em computador do TSE é motivo de atraso na apuração dos votos

As eleições municipais tiveram mudanças na apuração deste ano. Os votos, que eram apurados pelos Tribunais Regionais Eleitorais, foram centralizados em Brasília neste ano, para serem apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral. A decisão foi tomada para diminuir a interferência humana no processo, aumentando a segurança do pleito. Mas essa primeira experiência foi marcada por demora no processamento dos votos.

O atraso na apuração dos votos do pleito de domingo (15) ocorreu por um problema em um supercomputador do Tribunal Superior Eleitoral, que havia centralizado a contagem dos votos pela primeira vez. Este fator também contribuiu para a demora. E o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul vai sugerir a volta da totalização de votos por estado.

“É um misto de pane com problema de configuração do equipamento, onde ele trabalhava de uma forma muito lenta. Então, ao longo da noite, eles foram reiniciando o equipamento e ele foi processando os dados até que a massa de dados a processar já não era tão grande. A demanda reduziu, e ele conseguiu atender a demanda adequadamente”, explicou secretário de informática do TRE-RS, Daniel Wobeto.

O TRE gaúcho nega a possibilidade de interferência pela demora na apuração. “Dentro da rede da Justiça Eleitoral, esses dados, embora o processamento lento, eles estavam protegidos o tempo inteiro por assinaturas digitais. De forma que era impossível alguém tentar alterar os dados nesse meio tempo. Além disso, nós temos o mecanismo da conferência visual dos dados, a partir dos boletins de urnas impressos pelas urnas eletrônicas”, destacou Wobeto.

Os relatórios emitidos pelas urnas poderão ser conferidos na internet a partir desta quarta-feira (18). Para o segundo turno, a centralização dos votos no TSE será mantida. Não haveria tempo hábil para a redistribuição do sistema e pela necessidade de vistoria do sistema, que é lacrado após a comprovação de efetividade.

“Em relação ao segundo turno, nós temos muita esperança, a convicção na verdade de que o processamento no segundo turno vai se dar de uma forma mais tranquila. O volume de dados é menor, os erros do primeiro turno vão ser corrigidos até lá. Então, o sistema vai ser melhor configurado e não teremos nenhum problema desse tipo no desempenho”, comentou o secretário de informática do TRE-RS.

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