Fundos de previdência privada e cenários econômicos são debatidos em Porto Alegre

Com o objetivo de aproximar o mercado de seus parceiros de investimentos na área previdenciária, além de traçar perspectivas para o cenário econômico, a Icatu Seguros promoveu um encontro no final da manhã desta terça-feira, em Porto Alegre, reunindo gestores da Azimut Brasil Wealth Management, Az Quest Investimentos e Garde Asset Management.

Victor Hugo de Oliveira, gerente comercial/Regional Sul da Icatu Seguros, diz que o momento é bom para este debate, pois a procura por planos previdenciários é grande em função da Reforma Trabalhista, o que faz com o que o consumidor seja protagonista de sua história, sem depender do Governo”. Segundo ele, a Icatu Seguros obteve um crescimento no segmento previdenciário este ano em 46% superior em relação ao exercício anterior e as perspectivas são de continuar nesta ascensão, pois a busca por opções em previdência privada tende a crescer mais ainda..

A empresa também está entre os dez maiores gestores de fundos de investimentos multimercados, atendendo as demandas dos investidores, que querem fugir de aplicações financeiras em bancos e buscam outras opções, além de títulos públicos. O segmento foi apresentado por Nathalia Cataldo, da Garde Asset Management, que avalia as novas oportunidades ofertadas aos clientes, com produtos de maior rentabilidade e sofisticação. O público-alvo são homens e mulheres acima dos 30 anos, “pessoas que já investem em fundos de renda fixa e agora começam a optar por fundos multimercados”.

Alexandre Lintz, também da Garde Asset Management, abordou durante o encontro cenários econômicos e diz que está otimista. “O lado macro da economia brasileira está muito bom, com inflação baixa, juros baixos e com as atividades sendo retomadas”. No entanto, ele avalia que ainda serão necessárias novas reformas na previdência a fim de diminuir o deficit Brasil. Como aponta o economista, a previdência vem sendo uma questão relevante em todos os mercados mundiais e, no Brasil, o tema deverá ser retomado após as eleições. “Os ajustes deverão ser feitos pelos candidatos, independente de quem vença o pleito”. Em relação aos Estados Unidos, depois da declaração do presidente americano, Donald Trump, de que o Brasil é duro em negociações com o mercado externo, Alexandre Linz diz que esta questão não impõe preocupação porque o Brasil está alinhado com outros países e tem superavit junto aos Estados Unidos.

Helena Veronese, economista da Azimut Brasil Wealth Management, também abordou o tema cenários econômicos. Numa retrospectiva de 2018 mencionou que em março, já havia a perspectiva de que o ano não seria tão promissor. “A greve dos caminhoneiros, em maio, ajudou a segurar o PIB, que fechou no último trimestre em 0,2%”. Ela considera que a indústria começa a ter uma retomada, o varejo ainda está em queda, “ninguém consome, ninguém investe, ninguém contrata. Estamos em um momento de espera”. No entanto, a economista também mantém otimismo e diz acreditar que no período pós-eleições o quadro deverá melhorar aos poucos. “Esperamos pela recuperação da confiança, o Brasil é um grande mercado consumidor e deverá tender à retomada”. (Clarisse Ledur)



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