Gaúchos escolhem neste domingo o governador do Rio Grande do Sul para os próximos quatro anos

Mais de 8 milhões de gaúchos devem ir às urnas neste domingo para o segundo turno das eleições que decidirão se o próximo presidente da República será Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL), mas também o governador do Rio Grande do Sul para a gestão 2019-2022. O cargo é disputado por Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB).

O tucano venceu o primeiro turno, no dia 7 de outubro, com 35,9% dos votos, enquanto o emedebista obteve 31,11%, diferença configurada por 286 mil votos. Já para este domingo, as mais recentes pesquisas de intenções de voto indicam uma tendência de nova vitória de Leite nas urnas do Estado, com uma diferença de aproximadamente 20 pontos percentuais – o instituto Ibope, por exemplo, aponta 60% da preferência do eleitorado para o ex-prefeito de Pelotas e 40% para o atual titular do Palácio Piratini.

Os dois postulantes à chefia do Executivo gaúcho venceram no primeiro turno Miguel Rosseto (PT, 17,76%), Jairo Jorge (PDT, 11,08%), Mateus Bandeira (Novo, 3,36%), Roberto Robaina (PSOL, 0,64%), Julio Flores (PSTU, 0,15%). A seguir, veja um perfil básico de Leite e Sartori.

Leite

Filiado ao PSDB desde os 16 anos, Eduardo Leite apresentou em sua campanha para governador credenciais como a juventude e a experiência como vereador, secretário municipal e prefeito de Pelotas (2013-2017). Ele começou a corrida ao Palácio Piratini com apenas 8% das intenções de voto mas no final de setembro assumiu a liderança nas pesquisas eleitorais.

A sua plataforma de governo inclui a redução gradual da carga tributária e do déficit público, por meio da retomada da responsabilidade fiscal. Segundo ele, trata-se de uma condição necessária para se renegociar a dívida do Estado com a União: “Já não provemos eficiência na educação, capacidade nos cuidados médicos ou suporte às cadeias produtivas e à atividade econômica em geral”, cita um trecho de seu programa. “São áreas em que a qualidade está em queda livre. A única sensação em alta é a de insegurança, o medo de sair à rua, a constatação da violência crescente e fora de controle.”

Sartori

Em um Estado que jamais reelegeu consecutivamente um governador, José Ivo Sartori, tenta ser o primeiro a derrubar essa tradição política. Para isso, durante toda a campanha o emedebista de 70 anos investiu em mensagens como “O Gringo tá certo” (em alusão à sua ascendência italiana) e questionamentos ao eleitorado: “Qual a melhor opção: continuar no rumo certo ou começar do zero outra vez”, disse ele repetidas vezes desde que a sua candidatura foi lançada oficialmente.

Esse proposta de continuidade esteve presente em debates, entrevistas e veiculações no horário eleitoral gratuito de rádio e TV. Um dos pilares de suas propostas é o discurso que enaltece a adesão do Rio Grande do Sul ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal) para superar a crise financeira do Estado. “Parar de se gastar mais do que se arrecada é uma medida necessária e corajosa”, defendeu Sartori, cujo currículo abrange experiências como prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos (2005-2013), vereador, secretário, deputado estadual e federal.

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