Governo do Equador revoga decreto que aumentou preço de combustíveis

O presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou a revogação do decreto 833, que extinguia os subsídios públicos aos combustíveis, na noite deste domingo (13). O aumento de preços vinha motivando uma onda de manifestações contra o governo.

O recuo aconteceu devido a negociações com a Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que decidiu encerrar a mobilização popular. Segundo Moreno, o decreto será substituído por um novo texto, elaborado por uma comissão com representantes do governo e dos movimentos sociais.

O decreto 833 era resultado de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que emprestaria US$ 4,2 bilhões ao país em troca de medidas de austeridade e para liberalizar sua economia. O principal ponto do texto era a revogação dos subsídios aos combustíveis, já que os preços dispararam nas últimas semanas.

No decorrer dos protestos que tomaram Quito, capital equatoriana, o presidente decretou estado de exceção por 30 dias, transferiu a sede do governo para Guayaquil e determinou toque de recolher em algumas áreas. Em pouco mais de 10 dias de protestos, pelo menos cinco pessoas morreram e outras 554 ficaram feridas.

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