Governo Federal autoriza uso de cloroquina em casos leves de Covid-19

Seguindo recomendações do Governo Federal, o Ministério da Saúde divulgou orientações sobre o uso da hidroxicloroquina no combate a Covid-19, inclusive em casos leves. No entanto, o assunto é polêmico e gera controversas.

Ao mesmo tempo que a Organização Mundial da Saúde alerta contra o uso da cloroquina para tratamento do coronavírus. O governo brasileiro se manifesta a favor do medicamento e autoriza a utilização, inclusive, em casos leves da doença. Nesta quarta-feira (20), a OMS divulgou que a cloroquina pode causar efeitos colaterais e que não têm eficácia comprovada no tratamento do vírus.

“A cloroquina não é um antiviral, portanto, não se pode esperar dela que combata o vírus. A cloroquina só vai ter sentido, poder de influenciar a evolução, se ela for usada precocemente, depois que está instalada a doença não espere da cloroquina nada”, explicou o médico infectologista, Breno Riegel.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul aponta que não existem evidências científicas que demonstrem resultados na utilização do medicamento.

“Tem vários estudos em andamento aqui no Rio Grande do Sul, são estudos multicêntricos, inclusive com outros centros do país, que ainda não estão com os resultados publicados, que são estudos em andamento e tem apenas resultados parciais. Mas tem muitos estudos da China, Estados Unidos, Europa, que infelizmente não mostraram o real benefício da cloroquina, que ela tenha uma eficácia e efetividade contra o coronavírus”, relatou o presidente do Cremers, Eduardo Trindade.

De todo modo, os médicos têm autonomia para tomar a decisão da utilização do medicamento. Na live transmitida pelo governo gaúcho, no início da tarde desta última quarta-feira (20), Eduardo Leite afirmou ser uma decisão científica.

“Eu entendo particularmente que essa é uma decisão de orientação médica, quem deve tomar a decisão sobre a administração da cloroquina são os médicos que tratam os pacientes, além disso, em acordo também com o paciente e ciente dos seus efeitos colaterais que pode ter, segundo a ciência apura”, disse o governador do RS, Eduardo Leite.

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