Há quatro meses, Eduardo Bolsonaro insinuou que PT levava droga em voos oficiais

Frente ao episódio de um sargento preso com 39 quilos de cocaína em um avião da comitiva de Jair Bolsonaro na Espanha, voltou a ser compartilhado no Twitter um post de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no qual o deputado insinuava que “governos anteriores” transportavam drogas em aviões oficiais.

Publicado em 14 de fevereiro, o vídeo ecoa suspeitas levantadas pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, de que aviões do ministério poderiam ter ser usados para transportar narcóticos. “Essa prática é muito recorrente na Venezuela, que é um dos países que o PT sempre apoiou. Inclusive com a ajuda e uso de integrantes das Forças Armadas”, declarou o deputado, que assinou um requerimento de informação ao ministério da saúde para averiguar a situação.

No Twitter, usuários ironizaram o parlamentar pedindo que ele prossiga com a investigação. O presidente da República, Jair Bolsonaro, negou que o episódio tenha relação com a sua equipe e o classificou como “inaceitável”. “Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso país!”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais.

Em nota, a assessoria de Bolsonaro afirmou que o militar não trabalha na Presidência da República e não estava na comitiva presidencial. “Ele pertence ao Grupo de Transportes Especiais da Força Aérea Brasileira e exerce função de comissário de bordo”. O militar fez 29 viagens e acompanhou comitivas de três presidentes: Bolsonaro, Temer e Dilma.

Carlos

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ficou visivelmente abalado, nesta quarta-feira, com as notícias do avião da comitiva presidencial flagrado transportando 39 quilos de cocaína para a Espanha. O aeronave da Força Aérea Brasileira acompanharia o presidente Jair Bolsonaro em sua viagem ao Japão e o sargento apontado como o responsável pelo transporte do material entorpecente já viajou com o alto escalão do governo em inúmeras outras ocasiões.

Ao ouvir o nome de seu pai junto ao caso da apreensão de cocaína, na Câmara dos Vereadores do Rio, o “pitbull” da família Bolsonaro começou a disparar ataques contra vereadores do PT e do PSOL com palavras de baixo calão. O clima começou a esquentar quando o vereador Reimont (PT) afirmou, no plenário da Câmara, que não poderia responsabilizar Bolsonaro diretamente pela prisão do sargento que transportava a droga, mas que o presidente devia explicações.

Carlos, então, disparou: “O nome da minha família mais uma vez foi citado anteriormente por um vereador que pra mim é um vereador zero a esquerda literalmente, um vereador cabeça de balão”. Tarcísio Motta (PSOL), então, saiu em defesa do petista, olhando para o presidente da Casa, Jorge Felippe (MDB), e pedindo questão de ordem e “respeito”.

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