Impacto no varejo: imposto de fronteira deixa de existir no estado

Uma boa notícia para os empresários gaúchos. Desde a última quinta-feira (01), o imposto de fronteira deixou de existir no estado. Com a medida, as alíquotas internas de ICMS caem 6%.

O chamado Difal era um imposto que o varejo gaúcho já lutava há anos para extinguir. A medida aprovada pela Assembleia Legislativa prevê que a alíquota interna do ICMS seja de apenas 12%, e não 18%, como era com o imposto de fronteira. Uma diferença que tem efeito principal nos empresários de pequeno porte.

“Ele reduziu a alíquota interna para os produtos do Rio Grande do Sul, ou seja, dentro da cadeia. Quem compra do atacado ou da indústria do Rio Grande do Sul paga 12%, e esta diferença não tem mais por conta deste mecanismo. Achamos que foi uma maneira correta, atendeu as expectativas, e inteligente de dar uma solução para este problema”, relatou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A expectativa do governo gaúcho é que 260 mil negócios sejam beneficiados com a nova medida. Um avanço para o setor que vê datas fortes de vendas se aproximando. “Essa redução do imposto de 6%, ajuda a nós termos uma expectativa de retomada quando pudermos, e assim mantermos empregos. E logicamente, nos fortalecemos para continuar as atividades diversas, e consequentemente, o desenvolvimento do estado do Rio Grande do Sul”, afirmou o Deputado Estadual, Frederico Antunes.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também se pronunciou: “vai ser somente com as vacinas, com a coordenação nacional, com a confiança na gestão pública e a retomada da confiança no Brasil, que a economia vai reagir de maneira consistente. E o Rio Grande do Sul não vai deixar de fazer a sua parte para ajudar nessa retomada”, destacou Leite.

O comércio espera que no Dia das Mães as vendas já deem início a recuperação do setor. “Não se tenha mais necessidade de fechar nessas datas importantes, para que a gente possa gradualmente, recuperar as perdas do setor terciário, principalmente no varejo, nos serviços ditos não essenciais”, finalizou o presidente da Fecomércio-RS.

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