Dialetos e línguas se multiplicam na Expodireto Cotrijal

Mauro Vieira

A primeira informação que vem à cabeça quando se fala na internacionalização da Expodireto Cotrijal, para quem está familiarizado com a feira, são os povos que se reúnem no Pavilhão Internacional. Mas quem circula pelo parque vê que não é só nessa área que se encontra estrangeiros. Percorrendo as ruas, não é difícil encontrar pessoas de outros países frequentando estandes e participando dos demais eventos que acontecem. Uns pela primeira vez. Outros, que já visitam a feira ou comparecem para negócios há anos.

“O diferencial da feira é que ela junta muitas empresas com alta tecnologia, o que possibilita uma análise comparativa. Para qualquer pessoa que leva a agricultura a sério, é um bom lugar para se estar”, sintetizou, em suaíli, o embaixador da Tanzânia no Brasil, Emmanuel Nchimbi, que apesar de ter estado em rodadas de negócios com brasileiros no Pavilhão Internacional, deu este depoimento nas avenidas do Parque da Expodireto Cotrijal, onde está pela primeira vez, quando visitava estandes de máquinas e implementos.

A equipe de tradutores que acompanha as rodadas de negócios entre estrangeiros e brasileiros é unânime em afirmar que as “línguas oficiais” do Pavilhão Internacional são o inglês (55%), espanhol (25%) e alemão (10%).

“É a diversidade de línguas que só a Expodireto Cotrijal propicia no Rio Grande do Sul, até pelo tamanho da feira. Além de chamar muito a atenção, é motivo para a presença de pessoas que não expõem na feira, mas querem conhecer ou exercitar outras línguas, destacando-se jovens”, registra um dos coordenadores do Pavilhão Internacional, Régis Mendes, acrescentando que nesta edição um grupo de jovens residentes em uma comunidade holandesa desta região buscou a organização do Pavilhão Internacional exatamente para este fim.