Uma fábrica clandestina de placas para carros foi descoberta na Zona Norte de Porto Alegre

Uma fábrica clandestina de placas para carros roubados foi descoberta pela BM (Brigada Militar), na madrugada desta terça-feira (10), em um apartamento localizado na Travessa Américo Silveira, no bairro Cristo Redentor, na Zona Norte de Porto Alegre.

Um criminoso que estava no local foi preso. Dezenas de placas de veículos, rádio comunicadores e dinheiro foram apreendidos. A fábrica clandestina foi encontrada depois que a BM abordou um carro roubado dirigido por um adolescente na Vila Nazaré. O menor, que também transportava drogas, indicou o local para a polícia.

Polícia Civil

Agentes da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos do Deic (Departamento de Investigações Criminais) realizaram mais uma ação da Operação Barão na manhã de segunda feira (09), em Porto Alegre. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em duas oficinas mecânicas nas ruas Polônia e Colômbia, na Zona Norte da Capital.

Na oficina na rua Colômbia, foram encontrados dois manuais de veículos em situação de roubo, bem como documentos diversos em nome de líderes de uma facção criminosa. Na rua Polônia, foram encontrados documentos e dois veículos (uma BMW e um Land Rover) com restrição de busca e apreensão oriundos de mandado cível.

No dia 26 de junho, a Polícia Civil desencadeou a Operação Barão, com o objetivo de desarticular uma complexa organização criminosa que movimentava até R$ 800 mil, com sede em Porto Alegre e Região Metropolitana. Durante as ações, realizadas nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Viamão, Alvorada, Gravataí, Guaíba, Arroio dos Ratos, São Jerônimo e Taquara, 31 pessoas foram presas e 72 medidas constritivas de sequestro/indisponibilidade de bens e 52 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

As investigações, que foram realizadas pela DRV (Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos) e pela Dipac (Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal), ambas do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), estenderam-se por aproximadamente 11 meses e identificaram 61 integrantes do grupo criminoso.

De acordo com os delegados Adriano Nonnenmacher e Joel Wagner, a organização criminosa, que era composta, em sua maioria, por indivíduos de classe média/alta, detinha grande poderio econômico e funcionava como uma verdadeira empresa, com hierarquia e divisão de tarefas, bem como funções e competências pré-definidas.

A primeira faceta do grupo estava relacionada ao roubo de veículos de luxo, os quais eram encaminhados para pavilhões, que possuíam estruturas de grande porte e maquinário para realizar o desmanche e supressão de sinais identificadores dos automóveis. Posteriormente, as peças eram vendidas fisicamente nos pavilhões, em lojas, CDVs (Centro de Desmanches Veiculares) ou pela internet, em todo o Rio Grande do Sul e em outros quinze Estados, formando um conglomerado de auto-peças clandestino.