Justiça autoriza prorrogação de inquérito da morte de João Alberto

Nesta quinta-feira (26) completou uma semana da morte de João Alberto Silveira Freitas, espancado e asfixiado por dois seguranças na quinta-feira (19) passada, em uma unidade do supermercado Carrefour, na Zona Norte de Porto Alegre. O inquérito policial deveria ser entregue hoje (27), mas teve o prazo prorrogado por mais 15 dias.

Até o momento, a polícia prendeu três pessoas envolvidas no crime. O segurança Magno Braz Borges, de 30 anos, e o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva, de 24, foram presos em flagrante no dia do assassinato e tiveram a prisão convertida em preventiva. Na terça feira (24), a polícia prendeu temporariamente a fiscal Adriana Alves Dutra, que aparece ao lado dos seguranças em vídeos gravados por testemunhas. O celular da funcionária também foi apreendido e está sendo analisado.

“Estamos trabalhando com as imagens do dia do fato, porém para confirmar afirmações feitas em depoimentos de testemunhas, nós estamos retroagindo nos dias, a fim de verificar se em outros dias encontramos ocasiões similares aquelas ocorridas no dia 19”, esclareceu o delegado Eibert Moreira.

O prazo de investigação se encerraria nesta sexta-feira (27), mas ainda faltam laudos periciais, testemunhas a serem ouvidas e dúvidas sobre o que teria motivado o início do conflito. O Ministério Público já acatou o pedido para o adiamento de entrega do inquérito.

A Justiça do Estado aceitou o pedido da polícia para prorrogar a investigação, que terá mais 15 dias para ser concluída. Um novo interrogatório de Giovani está marcado para hoje (27). O advogado do acusado disse que o policial temporário tem interesse em colaborar com a investigação. Já Magno deve permanecer em silêncio. Os dois agressores haviam sido interrogados quando foram presos em flagrante, mas, na ocasião, não quiseram se manifestar sobre o caso.

“O que é importante dizer e salientar é que a Polícia Civil verifica os testemunhos de todos, principalmente em relação ao tratamento usado com os clientes e dos clientes para com os funcionários, porque esta é a nossa missão. Nós temos que ser imparciais, no sentido de não dar privilégios a uma ou outra parte”, disse a delegada Roberta Bertoldo.

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