Mãe e padrasto são presos acusados de torturar e amarrar criança de seis anos

Mais uma notícia triste e chocante que envolve violência contra a criança. Dessa vez, através de uma denúncia, a Polícia Civil de Canoas evitou o pior. Um menino de seis anos foi afastado da mãe que está presa, assim como o namorado da mulher.

Um lenço era utilizado para prender a criança na própria cama. Ela ficava no local o dia todo, até mesmo sem poder ir ao banheiro. A responsável por manter o menino preso é a própria mãe. Em conversas divulgadas pela Polícia Civil, ela relata ao namorado as agressões.

“Eu quase matei ele agora. Eu tenho muita força quando eu fico com raiva. Vamos sair hoje e eu vou deixar ele amarrado até a boca para aprender. Larga cedo tá mor. Vou dopar ele daqui um pouco, dar meio vidro de remédio para dormir. Se não mudar agora vou abandonar em algum lugar por aí”. Em outra mensagem, dizia o seguinte: “As costas dei valendo. O chinelo que eu tava de meio-dia, que é duro de plástico. Tomara a Deus que venha aqui e leve ele”, mensagens enviadas ao namorado.

A criança também era dopada. A polícia encontrou um remédio em gotas que era usado para forçar o menino a dormir. Entre as apreensões está uma pomada, que serve para aliviar dores. “Esse menino ao depor, afirmou que tinha a sua mão queimada no fogão pela mãe quando ele era arteiro, quando ele se comportava mal. Eu perguntei a ele se doía muito e se estava machucado, ele disse que não, pois agora não estava machucado porque a mamãe havia passado e, falou o nome da pomada, aquilo me chamou atenção”, contou o delegado Pablo Rocha.

A denúncia anônima foi realiza há 12 dias, a Polícia Civil, então compareceu ao local para resgatar a criança. A mãe já foi ouvida e confirma os fatos. Segundo o delegado, ela descontava a raiva e a maldade no próprio filho.

“O namorado afirma ver nela uma estranha maldade, estranha agressividade e, essa foto, ele tirou e mandou para parentes dele para demonstrar o que ela fazia. Porém, a Polícia Civil não foi procurada por ele, ele assiste passivamente a isto, o que é absolutamente inaceitável”, declarou o delegado Pablo Rocha.

“Nós evitamos, conseguimos evitar essa tragédia, senão nós poderíamos ter mais uma vez, uma criança sendo morta e enterrada em um mesmo cenário que nós temos acompanhado nos últimos tempos, de situações onde os familiares torturam e agridem e, a criança acaba morrendo”, destacou o diretor da 2ª Delegacia Regional da Região Metropolitana, Mário Souza.

Denúncias podem ser realizadas pelo 181 ou pelo 199 que é o telefone da Polícia Civil.

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