Mais de 90 municípios gaúchos estão em situação de alerta ou apresentam risco de surto de dengue, zika e chikungunya

No Rio Grande do Sul, 93 municípios estão em situação de alerta ou apresentam risco de surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o novo LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), divulgado pelo Ministério da Saúde. Desse total, 84 estão em alerta e nove em risco de surto das doenças.

Outras 212 cidades estão em situação satisfatória e 143 municípios utilizaram armadilha, metodologia usada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. A Capital gaúcha fez o monitoramento por armadilha. No Rio Grande do Sul, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósitos domiciliares (645), depósitos de lixo (508) e água (306), conforme o Ministério da Saúde.

Na quarta-feira (12), em Brasília, o presidente Michel Temer e o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, entregaram 1 mil caminhonetes para diferentes regiões do País. Os veículos serão usados no combate ao mosquito Aedes aegypti. Ao todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 109,4 milhões na aquisição das caminhonetes.  Com esses veículos, os Estados e municípios podem acoplar os equipamentos de fumacê para ações locais.

Na ocasião, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, apresentou os dados do LIRAa e lançou o Sistema Integrado de Controle de Vetores, que substituirá o Sistema do Programa Nacional de Controle da Dengue com informações georreferenciadas para o controle do Aedes aegypti e do Aedes albopictus.

Todas as capitais do País realizaram um dos monitoramentos de mosquito: 25 realizaram o LIRAa; e duas, armadilhas. Estão com índices satisfatórios os municípios de Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE). As capitais com índices em estado de alerta são: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Já as capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya por apresentarem Índice de Infestação Predial igual ou superior a 4%. As capitais Natal (RN) e Porto Alegre fizeram o levantamento por armadilha. Todas as formas de coleta de dados ocorreram no período de outubro e novembro deste ano.

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios brasileiros que realizem pelo menos quatro vezes ao ano o LIRAa. Em janeiro de 2017, a pasta publicou a Resolução número 12, que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio das informações para as Secretarias Estaduais de Saúde e, depois, para o Ministério da Saúde.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *