MEI: empreendimentos não têm fachada e concentram tudo no celular

A ideia de consumir do comércio local foi reforçada durante a pandemia para apoiar os pequenos empresários. E quem viu aí uma oportunidade e optou por se reinventar e investir, hoje está colhendo os frutos.

A Adriane decidiu começar um negócio quando a pandemia da Covid-19 já estava refletindo na rotina das pessoas. Com os netos, ela optou por empreender na área gastronômica para facilitar a vida das pessoas que estão em casa. A ideia para as vendas surgiu de um dom e de uma vontade.

“Eu já tinha tentado algumas outras coisas como pegar algo para vender, mas daí pensei que eu teria que fazer algo que eu gostasse e soubesse fazer bem, por isso todo mundo me disse: por que tu não faz o feijão que tu sabe fazer? E muita gente gosta e será um prazer pra ti fazer”, contou a empresária Adriane Radke sobre as sugestões que recebeu dos amigos.

O feijão da Adrics, como é chamado, tem no cardápio três variações do produto. Todos são vendidos congelados. O trabalho é realizado por ela com auxílio da família, desde o recebimento dos pedidos, até a produção e entrega. Mas Adriane concentra mesmo seus esforços, é na produção do feijão.

“Eu que pico legumes, a cenoura e a batata para o feijão vegano que eu faço sem a carne. Também a linguicinha, a costelinha e o bacon para fazer a feijoadinha, então é tudo comigo”, disse Adriane.

O Daniel já trabalhou com vendas de bateria, comida japonesa, transporte por aplicativo e arbitragem de basquete. Mas foi na tradição da família que encontrou uma forma de empreender.

“Por que não começar fazendo a nossa história? O nosso sobrenome da família, o Maturro. Trabalhar com aquilo que a minha família trabalhou a vida inteira, que são massas e molhos, e aí foi”, afirmou o empresário Daniel Maturro.

A empresa do Daniel, ganhou força nos grupos de WhatsApp. Foi por lá, que ele e a mãe começaram a vender massas e molhos congelados. “E aí aqui dentro do meu bairro Passo d’Areia eu fui inserido em dois grupos, quando alguém comprou colocou um feedback muito simpático, ‘hoje nós fomos de Maturro, a pizza maravilhosa’, pronto. Começou o meu processo de vendas, e a partir daí, eu não parei mais”, lembrou Maturro.

Esses empreendimentos individuais cresceram com a pandemia e são uma tendência para o futuro. Diferente dos tradicionais, os comerciantes locais são enquadrados como MEI, não têm fachada e a clientela é mantida e conquistada pela internet.

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