Movimento Lojista gaúcho apresenta sugestões aos candidatos ao Governo do Estado

Durante a realização do painel com os candidatos ao Governo do Estado do RS na 49ª Convenção Estadual Lojista, na FENAC, em Novo Hamburgo, o Movimento Lojista gaúcho entregou documento com sugestões para viabilizar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul nos próximos anos.

O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, entregou aos candidatos presentes no evento, Eduardo Leite (PSDB), José Ivo Sartori (MDB) e Jairo Jorge da Silva (PDT), a carta contendo os pedidos dos lojistas gaúchos.

Abaixo, a íntegra, do documento:



Carta Aberta ao Futuro Governador do Rio Grande do Sul

Senhor Governador!

Ao participar da 49ª Convenção Lojista do Rio Grande do Sul, Vossa Excelência teve a oportunidade de estar em contato direto com uma grande parcela do segmento produtivo mais representativo de nosso Estado.

Totalizamos 97.353 estabelecimentos varejistas que empregam 515.469 trabalhadores, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho de 2017. Somados, formamos o ramo de atividade econômica de maior expressividade na economia estadual.

Individualmente, cada lojista é, predominantemente, um empresário que busca crescer e prosperar junto com a sua comunidade. A maioria deles, gerem micro e pequenas empresas, responsáveis pela geração de milhares de empregos.

Temos a plena ciência das dificuldades estruturais que o Rio Grande do Sul e o Brasil estão enfrentando. Estamos aqui em Novo Hamburgo, neste dia 3 de outubro de 2018, exatamente para estudar e debater as melhores formas de superar os entraves existentes.

Reconhecemos que não basta apenas nossa organização, empenho e boa vontade para prosperar e gerar riqueza. Somos indissociavelmente vinculados a uma organização maior e mais complexa a qual Vossa Excelência passará a liderar a partir do próximo dia 1º de janeiro de 2019.

Temos a certeza de que queremos exatamente o mesmo que anseia o nosso futuro governador: criar as condições necessárias para que o Rio Grande do Sul volte a prosperar.

Para tanto, entendemos que existem as condições necessárias básicas, envolvendo a administração pública estadual, a administração pública nacional, bem como as unidades produtivas empreendedoras do varejo.

Fazemos questão de deixar claro que além de ser o setor de maior atividade da economia gaúcha, em termos de número de empresas e empregabilidade, somos o elo final de toda a cadeia de valor e suprimentos que viabiliza o abastecimento da população.

Em última instância, somos nós, os comerciantes, que lidamos diretamente com os sonhos, frustrações e anseios da população estadual. E tenha Vossa Excelência a certeza de que fazemos o melhor diante desta missão. Entretanto, devemos melhorar ainda mais. Sempre melhorar!

Com esta intenção, buscando através de nossa atividade empresarial o bem comum do povo gaúcho, listamos a seguir as prioridades que sugerimos a sua futura administração, com o objetivo de construir um Rio Grande do Sul cada vez mais forte, justo, solidário e atrativo para se viver e prosperar.

Sugestões do Varejo Gaúcho

1) Adequação dos contratos de trabalho do setor público ao vigente no setor privado (nova CLT);

2) Premiação dos servidores públicos dedicados pela sua produtividade e capacidade e não pelo tempo de serviço (meritocracia);

3) Privatização de estatais, especialmente as deficitárias, e as lucrativas, mas cuja eficiência (de serviços e preços) não seja condizente com os padrões globalmente praticados;

4) Responsabilidade fiscal rígida, com dados abertos e de fácil análise, possibilitando o aperfeiçoamento nas regras de aumento dos gastos abaixo do crescimento do PIB, até que a carga fiscal estadual se posicione em patamares abaixo da média estadual. Lembramos que nosso posicionamento geográfico exige melhores condições de competitividade tributária;

5) Renegociação definitiva da dívida estadual com a União, por meio de encontro efetivo de contas e de uma condição de pagamento de débitos que seja razoável e não exija repactuação depois de algum tempo;

6) Simplificação tributária, fixando tetos rígidos de alíquotas, mas sem impedir que estados e municípios promovam políticas de atração de investimento por meio de impostos menores. Repetindo, o que enfatizamos no item 4: o Rio Grande do Sul, localizado na ponta do Brasil, não deveria ter uma incidência fiscal tão elevada como em São Paulo, Minas ou Goiás, que estão no Centro Nacional de consumo;

7) Fim, ou ajuste correto, de distorções tributárias como a Substituição Tributária e o Diferencial de Alíquota de ICMS nas fronteiras interestaduais;

8) Apoio especial às iniciativas empresariais de inovação, especialmente aquelas com foco no mercado global. A FCDL-RS está aprofundando proposta neste sentido;

9) Combate radical à violência e à criminalidade, lembrando que a insegurança dos cidadãos e das empresas é um dos principais fatores de inibição do investimento e consumo no longo prazo;

10) Modernização de nosso sistema educacional, proporcionando aos estudantes o conhecimento efetivo que promova a sua valorização no mercado de trabalho. Matemática, Ciências, Expressão Escrita, Empreendedorismo, Especializações Técnicas Modernas e Relações Humanas (sem viés político-partidário) são fundamentais para preparar os jovens para um futuro de sucesso;

11) Construção de uma agenda da gestão pública estadual, com metas e indicadores claros e de fácil entendimento e checagem, que sirva de balizador da avaliação da efetividade da materialização dos planos de governo de todas as futuras administrações do Rio Grande do Sul.

Desejamos ao futuro governador do Rio Grande do Sul todo o sucesso na condução do nosso Estado a dias melhores, de maior prosperidade, segurança e felicidade.

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