Municípios gaúchos recebem recursos federais para reparar danos causados por temporais

O Ministério da Integração Nacional autorizou, na quinta-feira (27), o aporte de R$ 4,9 milhões para ações emergenciais no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em Rondônia. Os recursos vão custear obras preventivas e a reconstrução de infraestruturas públicas danificadas por desastres naturais, além do restabelecimento de sistemas de drenagem.

Do total de recursos, R$ 2,2 milhões destinam-se à construção de uma ponte de concreto sobre o rio Candeias, em Buritis (RO). O apoio federal também contempla obras de prevenção em Quilombo (SC), no valor de R$ 1,7 milhão, e em Rancho Queimado (SC), no valor de R$ 495,9 mil. Já as cidades gaúchas de Candelária e Santana do Livramento receberão R$ 418,8 mil para o restabelecimento de sistemas de drenagem e a reconstrução de infraestruturas públicas danificadas por temporais.

O auxílio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração, foi autorizado após análise dos planos de trabalho enviados pelas prefeituras, que ao término dos serviços deverão prestar contas à União. O apoio é complementar às ações dos Estados e dos municípios.

Temporais

Os municípios do RS seguem contabilizando os estragos deixados pelo temporal ocorrido no domingo (23). Cerca de 25 municípios relataram danos provocados por chuva forte, ventos intensos e granizo.

Em Dom Pedrito, cinco famílias ficaram desabrigadas e seis desalojadas, após a elevação do rio Santa Maria.  No município de Lavras do Sul, 40 residências foram afetadas por chuva forte e granizo. Em todo o Estado, mais de 160 residências sofreram danos.

Porto Alegre

Os próximos meses terão grandes volumes de chuva e alta frequência de temporais em Porto Alegre, segundo dados apresentados na quarta-feira (26) pela Metsul Meteorologia ao prefeito Nelson Marchezan Júnior. A previsão é de que a precipitação mais volumosa comece no início de outubro e as chuvas se mantenham pelo menos até fevereiro.

“Com influência de ondas de calor em outubro e novembro, aumenta também o risco de temporais, granizo, raios e alagamentos devido à chuva volumosa em curto espaço de tempo”, alertou a meteorologista Estael Sias.

Como as bacias dos afluentes do Guaíba já estão com grande volume de água, devido ao volume de chuvas registrado nos últimos meses, há maior vulnerabilidade para se configurar episódios de cheia no Guaíba. Por isso, a prefeitura está se preparando para atuar em caso de necessidade de retirada de famílias de áreas alagadas.

A Defesa Civil segue um protocolo de contingência e ação e está pronta para atuar, segundo o coordenador Adriano Krukoski. “Temos contato direto com a Fasc [Fundação de Assistência Social e Cidadania] para arrecadar material como telhas, lonas, cobertores e alimentos e atender prontamente as famílias necessitadas”, disse.



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