Na busca por um transplante de pulmão, jovens se conhecem e começam a namorar

A história de amor do Lucas Alves e da Mariane da Silva começou na internet, até então nenhuma novidade nesta era das redes sociais, mas o que uniu o casal foi a procura por um transplante de pulmão. O casal se conheceu há quatro anos em um grupo onde compartilhavam questões sobre transplante de órgãos. A distância entre eles era de mais de 3000 km. Ele em Florianópolis e ela em Recife, hoje o casal mora na capital gaúcha que é referência em transplante de pulmão.

O casal espera há quase um ano por um pulmão compatível. Lucas tem fibrose cística, e por isso precisa de um equipamento portátil de oxigênio para respirar. Antes de chegarem em Porto Alegre, eles se viram pela primeira vez em Recife. Lucas viajou durante seis horas para encontrar Mariane, uma viagem que dura em média seis horas. O equipamento de oxigênio utilizado por ele dura cerca de quatro horas.

Essa não foi a unica aventura do casal antes de chegar na capital. Mariane decidiu viajar até Santa Catarina, mesmo com a desaprovação dos pais. A jovem também depende de um equipamento de oxigênio para respirar. Mariane possui uma doença genética rara chamada de discinesia ciliar. O casal armou um plano para realizar o encontro. “Mandei pedir a cópia da chave, mandei taxista no hotel, e mandei meu primo busca ela”, diz Lucas.

Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, em dezembro de 2018, 81 pessoas esperavam na fila para o transplante. Foram realizados no estado, em 2018, 63 transplantes de pulmão. No Rio Grande do Sul, o transplante de rim é a cirurgia mais realizada na modalidade, foram 486 realizados no ano passado.

Fim da espera

Na quinta-feira passada, mais precisamente às 10 da noite, Mariane recebia a notícia que daria um novo rumo para a vida do casal. Um pulmão compatível havia sido encontrado. A cirurgia que duraria 08 horas começou às 02 da manhã na Santa Casa de de Porto Alegre. Lucas, namorado de Mariane, ainda aguarda um pulmão compatível para transplante.

Doar é uma decisão em vida

No Brasil, a doação de órgãos é autorizada pela família. Por isso é importante que a pessoa que tem o desejo de ser doador deixe essa vontade clara para seus familiares. Documentos assinados em vida ou qualquer tipo de registro do desejo de doar não é válido segundo a lei vigente.

Segundo dados do Governo Federal, foram investidos mais de R$ 111 milhões em transplantes no Brasil em 2018. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que, em 2018, o número de doadores efetivos cresceu 14%. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 26,2 mil transplantes.

 

Assista a reportagem completa no Jornal da Pampa desta quinta-feira às 18h55

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