Nelson Marchezan Júnior considera pedido de impeachment “perda de tempo”

Três campanhas publicitárias estão sendo usadas para justificar o pedido de impeachment de Nelson Marchezan Júnior. Acusado de usar verba do fundo municipal da saúde para publicidade de forma irregular, o prefeito de Porto Alegre tem até a próxima sexta-feira (21) para entregar sua defesa.

De acordo com os autores do pedido de impeachment, o prefeito da capital usou R$ 3 milhões e 100 mil do fundo municipal da saúde em publicidade de forma indevida. Três campanhas foram citadas: a primeira é dedicada a materiais que informam sobre práticas de prevenção ao novo coronavírus. A segunda, referente à ação veiculada em TV sobre o aniversário da capital gaúcha com as ruas vazias, remetendo ao isolamento social. A terceira trata-se da campanha “Aqui Tem” com foco nas iniciativas tomadas pelo executivo municipal para o combate à pandemia e também à conscientização da população.

Nelson Marchezan Júnior recebeu oficialmente a notificação do impeachment na última terça-feira (11) e tem dez dias para apresentar suas considerações de defesa. O líder do poder executivo diz que considera o pedido de impeachment uma perda de tempo e desvio de foco, já que teve autorização do legislativo para utilizar recursos do fundo municipal da saúde, mas diz que o prazo será respeitado.

“Os vereadores autorizaram R$ 6 milhões, nós gastamos R$ 3 milhões, uma boa parte disso para campanha de vacinação que nos permitiu bater todas as nossas metas em relação a vacinação dos idosos que era prioridade, porque 85% dos óbitos do coronavírus são de pessoas acima dos 60 anos. Então para nós teve um foco, um percentual de gasto e um direcionamento de gasto muito parecido com que os governos estaduais e federais que todos os prefeitos fazem”, relatou o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior.

O presidente da comissão que avaliará o impeachment, o vereador Hamilton Sossmeier, diz que terá cinco dias para se pronunciar após a entrega da defesa de Marchezan e que o processo deve ser finalizado no prazo de 90 dias, conforme prevê o decreto. Ele nega que o processo tenha relação com as eleições municipais, marcadas para novembro.

“Tem uma relação com as denúncias que foram feitas e o processo pela Câmara que aconteceu, então ele vai seguir o seu ciclo normal. A gente vai tentar trabalhar dentro do regramento do decreto e não passa dos 90 dias, pois até 90 dias ele vai ser concluído”, explicou o presidente da comissão processante do impeachment, Hamilton Sossmeier.

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