“Nesse momento de pandemia, a intervenção estatal na economia foi mais do que necessária”, diz Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou que a retomada do investimento público é temporária e representa apenas um “recuo” na política econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Nesse momento de pandemia, a intervenção estatal foi mais do que necessária e vimos isso acontecer em todos os países do mundo, independente da orientação ideológica de cada governo. Em um momento em que a própria pessoa física passa a não ter condição de gerar renda, e a empresa, de gerar emprego, compete ao Estado colocar recursos na economia”, afirmou o vice-presidente em transmissão ao vivo promovida pelo Itaú BBA nesta quarta-feira (29).

Segundo Mourão, mesmo que o desequilíbrio fiscal – intensificado pelo atual momento de crise do coronavírus – ainda seja um problema a ser enfrentado, o governo mantém como “norte” a implementação das reformas estruturais.

“Esse norte não está perdido, a intervenção do Estado é uma questão temporária e é apenas um recuo [na política econômica]. É óbvio que esse recuo em 2020 fará com que a gente só atinja o equilíbrio [fiscal] em 2023 ou 2024, mas nosso norte é um só: vamos continuar em busca da redução do déficit fiscal”, disse.

O vice-presidente também destacou que as reformas tributária e administrativa são essenciais para a retomada do crescimento. “A nossa grande âncora fiscal, que é o teto de gastos, está seriamente ameaçada pelo avanço contínuo e inexorável dos gastos obrigatórios. E como diz o ministro Paulo Guedes, nós não podemos furar o teto, temos que quebrar o piso para não deixar esse elevador subir mais”, disse.

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