O governador do Rio Grande do Sul discutiu acordos de cooperação técnica com a Organização das Nações Unidas

Para avançar na discussão de acordos de cooperação técnica internacional com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reuniu com representantes da ONU (Organização das Nações Unidas), na manhã desta segunda-feira (04), em Brasília.

Durante o encontro, Leite ressaltou a intenção do Estado de buscar parcerias para a qualificação de processos internos do governo. Além disso, foram discutidas possibilidades de cooperação na área fiscal, a partir de experiências de outros países que conseguiram reduzir a crise financeira, como Grécia e Portugal.

A secretária de Planejamento e Gestão, Leany Lemos, que esteve na reunião, ressaltou que algumas possibilidades de parcerias já estão em estágio mais avançado. O representante residente interino do PNUD no Brasil, José Eguren, destacou o interesse da entidade em trabalhar em conjunto com o Rio Grande do Sul, principalmente na parte de gestão de pessoal, de patrimônio e de processos internos do governo.

“Não podemos nos resignar com o problema fiscal que temos, precisamos trabalhar paralelamente na qualificação do governo, dos nossos processos e da máquina pública. Foi uma primeira conversa muito importante”, explicou o governador.

Líder da rede global de desenvolvimento da ONU, o PNUD tem como foco o combate à pobreza e o desenvolvimento humano. Presente em 166 países, colabora com governos, com a iniciativa privada a e com a sociedade civil para ajudar as pessoas a construírem uma vida mais digna.

GM

Na semana passada, Leite se reuniu com executivos da GM (General Motors) do Brasil no Centro Tecnológico da empresa em São Caetano do Sul (SP). O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, o vice-presidente da GM Brasil, Marcos Munhoz, o diretor de Relações Governamentais, Adriano de Barros, e a gerente de Relações Governamentais, Daniela Kraemer, expuseram a situação da empresa.

De acordo com eles, a montadora vem enfrentando dificuldades financeiras nos últimos cinco anos. Diante desse cenário, a multinacional afirmou que repensa a atuação global, o que inclui o Brasil. No Rio Grande do Sul, a empresa fabrica veículos em Gravataí, na unidade inaugurada em 2000. Para viabilizar a manutenção em solo brasileiro, a GM projeta ampliar a fabricação em São Paulo, o que depende de negociação com o governo paulista, além de acerto com sindicatos trabalhistas, inclusive gaúchos, para conseguir reduzir o custo operacional.

Essas duas questões, ressaltou Leite, não dependem diretamente do Rio Grande do Sul, mas podem afetar o Estado caso as duas negociações não tenham desfecho positivo, pois poderia inviabilizar as operações da GM no País. Se os investimentos não forem viabilizados em São Paulo, a empresa ficaria com apenas dois produtos no País: o Prisma e o Onix fabricados em Gravataí.

“Não chegamos ao ponto de fazer qualquer oferta para a empresa porque não dependem de nós essas negociações, mas vamos juntar toda a equipe de governo para fazer o que estiver ao nosso alcance e manter a GM no Brasil e no Estado”, afirmou o governador, acrescentando que nova reunião com a diretoria da empresa foi agendada para este mês e que será no Rio Grande do Sul.

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