O município de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana, perde uma fábrica de absorventes com 260 empregados

A reestruturação que a multinacional americana de consumo Kimberly-Clark realiza em suas operações no mundo chegou ao Brasil. A fabricante encerrará até o fim de maio as atividades da fábrica de absorventes da marca Intimus, localizada em Eldorado do Sul (RS). A unidade, aberta há 23 anos, tem aproximadamente 260 funcionários diretos.

A produção será transferida para outras fábricas da empresa no País, instaladas nos municípios de Camaçari (BA), Correia Pinto (SC), além das cidades paulistas Suzano e Mogi das Cruzes. “As decisões de negócios que afetam os colaboradores estão entre as mais sensíveis de serem tomadas”, disse a empresa, em nota.

Dona das marcas de fraldas Huggies, do papel higiênico Neve e do guardanapo Scott, a empresa anunciou em janeiro do ano passado um plano mundial para cortar de US$ 500 milhões a US$ 550 milhões em despesas, além de até 5,5 mil empregos, ou 13% da força de trabalho, até o fim de 2021.

No Brasil, são 4 mil empregados, mas a Kimberly-Clark não informa se a redução global no quadro também atingirá a operação local.

Segundo a Euromonitor International, a multinacional detinha 26,4% de participação de mercado nacional na categoria de absorventes em 2017, sendo vice-líder.

Em 2018, as vendas da categoria de cuidados pessoais na América Latina cresceram um dígito médio, sem considerar efeitos cambiais e aquisições. Em outras regiões emergentes, como Europa Oriental e Sudeste da Ásia, houve avanço dois dígitos. Contudo, na China foi registrada queda.

As informações sobre o Brasil não são detalhadas nos resultados financeiros, mas o presidente Mike Hsu, empossado em janeiro, disse a investidores que está observando melhorias na operação. “Houve crescimento saudável em preço e volume no trimestre. Nosso time está fazendo um ótimo trabalho”.

Hsu destacou que a administração da subsidiária está sendo “muito disciplinada” no gerenciamento de preço e dos custos. O executivo, antes responsável pela diretoria operacional, substituiu Thomas Falk, que deixou a empresa em meio ao processo de reestruturação, após ficar 16 anos no comando.

A exemplo de concorrentes como a Procter & Gamble, a Kimberly-Clark tenta neutralizar parte das pressões criadas pela inflação dos insumos por meio do aumento dos preços.

No quarto trimestre do ano passado, a gigante de consumo obteve lucro líquido de US$ 411 milhões, retração de 33,4% em base anual. A receita caiu 0,7%, para US$ 4,569 bilhões, no período.

O presidente disse que o ambiente macroeconômico foi desafiador, resultando em queda nas margens. Os custos mais altos de produção – impulsionados pela celulose e outros materiais de base – também contribuíram para os resultados menores no trimestre.



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