O preço da gasolina nos postos de Porto Alegre varia de 4,459 reais a 4,899

O Procon Municipal realizou na segunda-feira (10) um novo levantamento de preços da gasolina comum, etanol e diesel em 40 postos de Porto Alegre. Os valores da gasolina comum variam de R$ 4,459 a R$ 4,899. Já os valores do álcool variam de R$ 3,799 a R$ 4,099; quanto ao diesel S500, os preços vão de R$ 3,177 a R$ 3,698; e o diesel S10, de R$ 3,39 a R$ 3,799.

O consumidor que desejar contribuir para o levantamento deverá contatar o Procon municipal através do Twitter ou via mensagem inbox no Facebook enviando fotos. Devem constar também o nome do posto e o endereço. Postos de gasolina que desejarem incluir seus estabelecimentos nas pesquisas devem entrar em contato com o Procon.

Reclamações

O atendimento do Procon Porto Alegre é exclusivo para residentes no município, que podem registrar reclamações pelo site ou pessoalmente, na rua dos Andradas, 686, Centro Histórico.

São distribuídas diariamente 90 fichas de atendimento, das 9h às 17h, que são atendidos por ordem de chegada, bem como 11 fichas de agendamento prévio realizadas pelo site. Visite a página do facebook e do twitter. O Procon Porto Alegre é um órgão vinculado à SMDE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico).

(Foto: Divulgação)

Quarto dígito

O sobe e desce no preço dos combustíveis nos postos já é rotina para os motoristas de todo o País. O que passa despercebido na maioria da vezes é o quarto – e misterioso – dígito no preço.

O sistema de cálculo do preço do combustível é uma incógnita. Afinal, por que gasolina, etanol, diesel e gás são cobrados com três dígitos após a vírgula, se nossa moeda só tem duas casas?

Isso faz com que os combustíveis sejam os únicos produtos a seguir essa regra em todo o território nacional.

A prática é legal, pois a regulamentação para a terceira casa depois da vírgula está presente em uma portaria da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) criada sob a vigência do Plano Real, em 1994. A portaria ainda prevê que o valor final não pode ser pago da mesma forma.

Nesse caso, então, anula-se a última casa. Por exemplo: se o total na bomba somar R$ 120,187, o consumidor irá pagar R$ 120,18. Se o total fosse registrado com duas unidades após a vírgula, o valor seria arredondado para R$ 120,20.

A ANP afirma que a principal razão para o sistema de cobrança está no ato de compra dos combustíveis pelos postos revendedores. Quando um revendedor faz a compra, as unidades de medida são diferentes, e manter as três casas decimais evita que os postos obtenham lucro em cima disso.

“Quando o revendedor adquire os combustíveis, a negociação é feita em metros cúbicos, enquanto a venda ao consumidor é feita em litros. Para evitar que os revendedores arredondem para cima o preço por litro, ficou estabelecida a obrigatoriedade da apresentação das três casas decimais”.



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