Organização Mundial da Saúde alerta para longa crise do novo coronavírus

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou na quarta-feira (22) que a crise do novo coronavírus não terminará logo, com muitos países ainda nos estágios iniciais do enfrentamento da pandemia, que deixou mais de 180 mil mortos em todo o mundo. À emergência sanitária se soma uma dura crise econômica, com negócios lutando para sobreviver, milhões de desempregados e outros milhões confrontados com a fome.

O presidente americano, Donald Trump  assinou um decreto para suspender a emissão de “Green Cards”, vistos de residência no país, por 60 dias. Enquanto alguns estados do país se mobilizam para reabrir alguns setores, especialistas sanitários da maior economia do planeta alertaram que os Estados Unidos podem enfrentar uma segunda onda do coronavírus, ainda mais mortal, no inverno.

Países se lançam no combate à pandemia – que matou mais de 180 mil pessoas e infectou quase 2,6 milhões em todo o mundo –, enquanto buscam desesperadamente meios para limitar suas devastadoras consequências para a economia. Enquanto alguns agiam para suspender as medidas restritivas que suspenderam a vida cotidiana ao redor do globo, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, fez uma advertência.

“Não se enganem: temos um longo caminho pela frente. O vírus vai estar conosco por um longo tempo”, disse Tedros, durante coletiva de imprensa digital. “A maioria dos países ainda está nos primeiros estágios de sua epidemia. E alguns que foram afetados no começo da pandemia agora começam a ver uma ressurgência de casos”, acrescentou.

A Europa, duramente afetada pela pandemia, viu seu número de mortos bater um novo recorde sombrio, com 110 mil óbitos, enquanto a Itália, o país mais afetado depois dos Estados Unidos, atingiu os 25 mil. A Finlândia anunciou que vai manter a proibição a reuniões com mais de 500 pessoas até julho.

Na Espanha, que registrou um sutil aumento pelo segundo dia seguido no número de mortes por Covid-19, o governo informou que não espera suspender suas estritas medidas de restrição até meados de maio. “Nós precisamos ser incrivelmente cuidadosos nesta fase”, advertiu o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

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