Pampa Debates: convidados discutem retorno das aulas presenciais

No Pampa Debates desta sexta-feira (23), o apresentador Paulo Sérgio Pinto recebeu o empresário Fernando Lorenz de Azevedo, o Subprocurador-Geral de Justiça Marcelo Dornelles, o médico Eduardo Trindade, o deputado estadual Tenente Coronel Zucco e a diretora pedagógica do Colégio Farroupilha, Marícia Ferri. O assunto do debate girou em torno do retorno às aulas presenciais no Rio Grande do Sul.

Desde 8 de setembro, escolas infantis puderam retornar e foram as primeiras a receber os alunos. O calendário seguiu e atualmente escolas privadas, estaduais e municipais estão autorizadas a abrir para o Ensino Fundamental Médio.

Dornelles comentou que esteve em reunião para discutir os próximos retornos, e salientou que muitos professores e familiares de alunos ainda são contra as atividades presenciais neste momento. “Ficou claro que um grupo grande de professores tem a posição de não voltar. Prefeitos também estavam resistindo porque, em virtude de eleições, sofriam pressão de professores.”

Zucco disse que muitas das escolhas são politizadas. “Os colégios estão abrindo a oportunidade, eles deixam claro que é uma decisão dos pais”, disse o deputado. A diretora pedagógica reforçou a ideia e disse que desde o início as escolas deixaram claro que o retorno era uma decisão familiar. “Nós não obrigamos, isso nunca aconteceu”, disse Marícia. No Colégio Farroupilha, a adesão foi positiva, o que deixou a comunidade escolar contente com a decisão. “Foram cerca de 500 alunos da educação infantil retornando.” Marícia ainda disse que o investimento realizado pela escola foi alto para a retomada ser autorizada.

Eduardo Trindade e Fernando Lorenz trouxeram assuntos referentes a saúde durante o programa. “Antigamente só se lembrava dos médicos em uma situação de crise individual de cada um, agora está sendo diferente”, disse Trindade. Já o empresário falou sobre decisões familiares em vista da medicina. “O hospital é um ambiente técnico, e não o ambiente para que a família decida o que deve ser feito, essa escolha é dos médicos”, opinou.

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