Pampa gaúcho registra menor vegetação na história

O bioma mais tradicional do Rio Grande do Sul está cada vez menor. Estamos falando do pampa gaúcho. Uma pesquisa apontou que a área diminuiu significativamente desde 1985.

Reconhecido por longas planícies e por ser um dos símbolos culturais dos gaúchos, o pampa foi o bioma que mais perdeu vegetação nativa nos últimos 36 anos. A fauna gaúcha teve redução de 21% da mata nativa, ou seja, cerca de dois milhões e meio de hectares, o que equivale a 50 vezes a área de toda a cidade de Porto Alegre.

“Os desafios estão em a gente entender que assim como a gente fica triste com o que está acontecendo na Amazônia, se a gente olhar a proporção do que tem acontecido no pampa, nessas últimas décadas, nós temos que ter igual ou maior preocupação com os remanescentes de vegetação nativa do pampa”, disse o geógrafo e pesquisador, Heinrich Hasenack.

A principal causa por trás desta diminuição é o avanço da agricultura em regiões de pastos. Assim, o pampa gaúcho sofre com o desmatamento, que já chega aos 44,1%. Os dados também mostram que o plantio da soja cresceu cerca de 190% na região.

“Uma característica que o pampa do Rio Grande do Sul tem, é que nós não temos nenhum típico de campo, não é como um gramado que eu quero ter apenas um tipo de grama no gramado. Nós temos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, tipos de campo diferentes, um mix, uma composição de espécies que é diferente e nós precisamos conservar cada um desses tipos”, explicou Hasenack.

O pampa é o ecossistema ideal para a criação do gado que pasta sobre a mata nativa gaúcha. E, além dos benefícios econômicos, a atividade que é praticada há mais de 200 anos no Rio Grande do Sul é sustentável.

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