Pesquisa identifica presença do novo coronavírus nos esgotos

A presença do novo coronavírus nos esgotos de Porto Alegre aumentou consideravelmente nos últimos meses. Uma pesquisa da Universidade Feevale em parceria com o Governo do Estado vem monitorando o avanço da doença em amostras coletadas desde maio deste ano.

O primeiro resultado do estudo, realizada em maio, apontava 12,5% de amostras positivas. No último levantamento, de agosto, este percentual subiu para 100%, o que comprova o avanço da doença. As coletas são realizadas quinzenalmente no Rio dos Sinos e semanalmente nas estações de tratamento de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, São Leopoldo e arroios de Novo Hamburgo. A ideia é usar esses dados como ferramenta para auxiliar na antecipação de decisões para conter a pandemia através do monitoramento sistemático de cada região.

“A próxima etapa do projeto será utilizar esses valores de quantificação para também extrapolar para números de pessoas potencialmente contaminadas ou infectadas naquela região”, explicou a bióloga e professora, Caroline Rigotto.

A pesquisa pretende sanar também dúvidas em relação aos riscos de infecção do novo coronavírus encontrado nas amostras. Já existem estudos que comprovam a infecciosidade potencial do vírus encontrado nas fezes de pessoas infectadas, mas ainda não se sabe em quais condições nem por quanto tempo permanece ativo.

De acordo com o Diretor-geral do DMAE, Darcy Nunes dos Santos, não há motivo para receio de contaminação através do vírus encontrado nos esgotos. “Depois que a água passa pelos tratamentos, especialmente pela barreira do cloro, a injeção do cloro na água faz com que o vírus se destrua, e assim ele não existe mais na água a partir desse momento”, afirmou Santos.

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