Pesquisa mapeia circulação da Covid-19 no esgoto de Porto Alegre e região

Pesquisadores da Universidade Feevale e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde identificaram moléculas do coronavírus em esgotos de Porto Alegre e da região Metropolitana. Até agora, 17% das amostras analisadas apresentaram resultados positivos.

A pesquisa inédita no Rio Grande do Sul começou no mês passado. E os dados vão auxiliar no enfrentamento da pandemia. O monitoramento deve ser feito durante dez meses. Conforme a coordenadora do projeto, os resultados, até agora, são preliminares. Mas já foi observado um aumento do coronavírus nas análises feitas do início de maio até agora. De 30 amostras, 6 deram positivas.

“17% de positividade, foram 5 amostras positivas das 29. Ontem (25) nós tivemos a confirmação de mais uma amostra positiva que foi coletada na região de Novo Hamburgo, em uma estação de tratamento de esgoto e agora nós estamos em uma fase do projeto de finalizar essas 50 primeiras amostras que nós pensamos em avaliar até agora julho”, disse a bióloga Caroline Rigotto.

Um dos pontos analisados é a estação de bombeamento de esgoto Baronesa do Gravataí, onde 100% das amostras de duas coletas deram positivas para a presença do vírus. Em Porto Alegre, são monitoradas a estação de tratamento de esgoto Serraria, que é a maior do Rio Grande do Sul, e os efluentes de quatro hospitais de grande porte que tratam pacientes com a Covid-19. Mas o objetivo é ampliar o estudo para outras cidades do estado.

“A ideia desse projeto é ter um entendimento da circulação do vírus no ambiente, porque nós sabemos que se a pessoa está doente ela está eliminando o vírus. Essa avaliação do esgoto nos permite mensurar uma estimativa de quantas pessoas estariam infectadas, mesmo sem sintomas naquela região atendida por um sistema de tratamento de esgoto”, esclareceu a bióloga.

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